PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Vendedor será indenizado por farmácia de BH após ser forçado pela empresa a tirar barba

Siga no

Segundo o trabalhador, ele era perseguido com frequência pelo gerente da farmácia por causa dos pelos no rosto (Pixabay/Divulgação)

Compartilhar matéria

A Justiça do Trabalho determinou que um vendedor seja indenizado em R$ 5 mil por danos morais após ser obrigado a raspar a barba e o bigode no trabalho. Segundo o trabalhador, ele era perseguido com frequência pelo gerente da farmácia por causa dos pelos no rosto.

O vendedor contou que, durante o último ano de contrato, era pressionado quase todos os dias a tirar completamente a barba e o bigode. Em uma dessas situações, ele afirmou que foi obrigado a assinar uma advertência feita pelo gerente, que exigia a retirada dos pelos sob ameaça de demissão por justa causa.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ele disse que chegou a raspar a barba, mas se sentiu muito mal com a situação, relatando perda de autoestima e de identidade. Também afirmou que outros colegas usavam barba normalmente, mas apenas ele recebeu punição formal.

A empresa negou as acusações. Em sua defesa, afirmou que o vendedor não foi perseguido nem obrigado a tirar a barba e que possíveis problemas com a gerência poderiam ter sido comunicados pelos canais internos da empresa.

Ao analisar o caso, a 23ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte entendeu que proibir o uso de barba sem uma justificativa válida ultrapassa os limites do poder do empregador. Para o juiz, a exigência atingiu direitos do trabalhador, como a imagem, a liberdade e a autoestima, o que justificou a indenização de R$ 5 mil.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A empresa recorreu da decisão, alegando que não houve abuso e que a regra já havia sido revogada. Mesmo assim, a Sétima Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais manteve a condenação.

O relator do caso, desembargador Fernando César da Fonseca, destacou que ficou comprovado, inclusive por depoimento da própria empresa, que o vendedor foi impedido de usar barba no ambiente de trabalho. Para ele, a proibição sem motivo técnico ou funcional configura discriminação estética, já que não tinha relação com a atividade exercida.

Com isso, os desembargadores confirmaram o direito do trabalhador à indenização, mantendo o valor fixado. O tribunal ressaltou que o pagamento tem caráter punitivo e também serve para compensar o sofrimento causado ao vendedor. Não houve novo recurso. O trabalhador já recebeu os valores devidos e o processo foi encerrado.

Compartilhar matéria

Siga no

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de BH e região

Suspeita de matar idosos em BH teria dito à família que ‘fez uma coisa horrível’ antes de fugir

Casal de idosos morto em BH pode ter sido atacado enquanto dormia, diz Polícia Civil

Suspeita de matar casal em BH tomou banho após o crime e fugiu com roupas da vítima, diz polícia

Obras da Gasmig já interditam faixas da Avenida Cristiano Machado; veja como fica o trânsito

Projeto quer obrigar lojas de celulares em BH a cadastrar origem de aparelhos para combater roubos

Casal de idosos é encontrado morto dentro de casa em BH; veja o que se sabe sobre o caso

Últimas notícias

Programa Dignidade Menstrual garante absorventes gratuitos em farmácias credenciadas

Copa do Mundo na infância: psicóloga explica como futebol ajuda crianças a lidar com emoções

Mater Dei abre inscrições para curso gratuito para gestantes e acompanhantes

América negocia a contratação do atacante Piñeiro, do Velez Sarsfield

Deputadas aprovam criação do Prêmio Ângela Diniz de combate à violência contra as mulheres

Bélgica vira na prorrogação e elimina Senegal da Copa do Mundo

Câmara de BH homenageará Padilha com título de cidadão honorário nesta quinta (2)

PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro após caso da arma

Pesquisa com participação do Hospital da Baleia é apresentada em congresso na Alemanha