A CBF realizou reunião neste segunda-feira (10/8), no Rio de Janeiro, que terminou com a aprovação de um conjunto de 10 novas regras para combater a chamada “cera” e aumentar o tempo de bola rolando no futebol brasileiro. As mudanças foram aprovadas por clubes das Séries A e B e passam a valer imediatamente nas competições nacionais.
Nesta reunião, a CBF propôs aos clubes a adoção das novas regras da IFAB, aplicadas na Copa do Mundo de 2026, ao futebol brasileiro já na temporada atual (o prazo para adoção das novas regras seria 2028). A FIFA estima que o novo conjunto de regras possa dar mais 5 minutos e 49… pic.twitter.com/nrtb0BiJw2
— brasil (@CBF_Futebol) August 10, 2026
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A maioria das medidas já foi utilizada na Copa do Mundo de 2026. A principal novidade é a retirada de um jogador de linha por um minuto quando o goleiro da equipe receber atendimento médico. A regra não foi adotada no Mundial, mas também será utilizada nas ligas da Inglaterra e da Espanha na próxima temporada.
O departamento de arbitragem da CBF entende que o atendimento aos goleiros pode ser utilizado como forma de retardar o reinício das partidas e até para que os treinadores passem instruções aos jogadores. Por isso, caso o goleiro precise de atendimento, um atleta de linha da mesma equipe também terá que deixar o campo por um minuto.
O treinador terá 10 segundos para indicar quem sairá. Caso não faça a indicação, o capitão deverá deixar o campo assim que o atendimento médico começar. Se o goleiro for o capitão, um jogador será previamente sorteado para cumprir o período fora.
Os clubes também aprovaram a “Lei Vini Jr.” que prevê a expulsão de jogadores que cubram a boca durante discussões com adversários.
Confira as novas regras
Oito segundos para o goleiro: o jogador terá no máximo oito segundos para permanecer com a bola nas mãos. Caso ultrapasse o limite, o adversário terá direito a um escanteio.
Cinco segundos para cobrança de lateral: quando o árbitro identificar um atraso deliberado, iniciará uma contagem visual de cinco segundos. Se o lateral não for cobrado dentro do período, a posse passa para o adversário.
Cinco segundos para tiro de meta: o árbitro poderá iniciar uma contagem de cinco segundos quando perceber atraso proposital. Caso o tempo seja excedido, o adversário ganha um escanteio.
Dez segundos para sair em substituições: o jogador substituído deverá deixar o campo pelo ponto mais próximo e de maneira rápida. Se houver atraso, o substituto terá que esperar um minuto para entrar, deixando a equipe com um jogador a menos durante o período.
Um minuto fora após atendimento médico: qualquer jogador que receber atendimento dentro do campo terá que permanecer fora por pelo menos 60 segundos antes de retornar.
Um minuto fora após atendimento ao goleiro: quando o goleiro receber atendimento, um jogador de linha da mesma equipe também deverá ficar fora pelo período de um minuto.
Somente o capitão fala com o árbitro: cada equipe terá apenas um jogador autorizado a se dirigir ao árbitro durante a partida.
“Lei Vini Jr.”: jogadores, suplentes ou atletas substituídos poderão ser expulsos caso cubram a boca ao discutir com um adversário de maneira provocativa, depreciativa ou inflamatória.
VAR para segundo cartão amarelo: o árbitro de vídeo poderá intervir caso um jogador receba, por engano, um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão.
VAR para escanteios a partir de 2027: a revisão será permitida quando um escanteio concedido por erro da arbitragem resultar diretamente em gol ou pênalti. A medida entra em vigor a partir de 2027.
As novas regras têm validade imediata para as competições nacionais, incluindo as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro Feminino A1.
