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Nova era no futebol: rivais mineiros colhem frutos de novo modelo administrativo

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Pedro Souza/Atlético - Gustavo Aleixo/Cruzeiro

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O momento é excelente para o futebol mineiro. Tanto Atlético quanto Cruzeiro conquistaram vaga nas finais das principais competições continentais. Além da rivalidade, os dois clubes têm modelos de negócio parecidos e podem colher os frutos dessa organização, chamada SAF, pela primeira vez.

O modelo de administração do futebol, conhecido como SAF (Sociedade Anônima do Futebol), foi aprovado no final de 2021. Essa nova forma de gestão consiste na possível migração de associações civis (clubes associativos) sem fins lucrativos para o modelo de clube-empresa.

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A SAF do Cruzeiro

Logo após a aprovação, o Cruzeiro tornou-se uma Sociedade Anônima, após o rebaixamento para a Série B e o acúmulo de dívidas. Na época, Ronaldo Fenômeno adquiriu as ações do time celeste e implementou um modelo de recuperação financeira. Colecionando muitas críticas relacionadas ao distanciamento da administração do clube e com pouco sucesso fora de campo, o ex-atacante decidiu negociar a propriedade do clube.

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Assim, o Cruzeiro foi o primeiro clube no futebol brasileiro a ter sua SAF vendida, sendo atualmente controlada por Pedro Lourenço (Pedrinho BH). Após a compra, o empresário investiu 150 milhões de reais em reforços na última janela de transferências, com previsão de uma nova janela ainda mais agressiva em 2025.

A SAF do Galo

O caso do Atlético é um pouco diferente. Em meio aos títulos de 2021, o clube recebeu aporte financeiro de grandes empresários torcedores do time. Em 2023, o grupo encabeçado por Rubens Menin adquiriu 75% das ações do clube por meio da Galo Holding (grupo liderado pela “família Menin”). A transação contou com um aporte de 600 milhões de reais pagos à vista. A família Menin também é proprietária da Arena MRV, estádio do clube.

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Mais um caso de sucesso

Outro time brasileiro que também possui uma SAF e disputa a Libertadores contra o Galo é o Botafogo. Em 2022, a equipe carioca foi adquirida em 90% pelo empresário estrangeiro John Textor. Desde então, o clube recebeu aportes que já somam mais de 300 milhões de reais, baseando suas contratações em análises de mercado profundas e diferenciadas.

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A SAF é o futuro?

Nesta temporada, podemos ter dois clubes com o novo modelo de administração conquistando as principais competições continentais. No entanto, isso não significa que esse modelo seja 100% eficaz, pois, considerando a temporada passada, tivemos Palmeiras e Fluminense, clubes associativos, sendo campeões dos principais títulos de 2023.

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