Os clássicos com torcida dividida parecem estar próximos de um retorno em Minas Gerais. Nesta terça-feira (20/1), a Federação Mineira de Futebol (FMF) marcou uma reunião com dirigentes de Atlético e Cruzeiro com o objetivo de discutir a volta das duas torcidas nos confrontos entre os rivais.
A reunião acontecerá na próxima sexta-feira (23/1), na sede da FMF. Segundo Gabriel Cunha, diretor de Competições da entidade, o objetivo “é promover um espaço permanente de diálogo institucional, capaz de aproximar os clubes, alinhar entendimentos e reafirmar compromissos comuns em momentos simbólicos, como o clássico”.
O desejo pelo retorno da torcida dividida parte, principalmente, do Cruzeiro. Com as definições do Conselho Técnico do Campeonato Mineiro para 2026, em reunião realizada em novembro do ano passado, João Pedro de Silva Castro, advogado do clube celeste, assumiu que, internamente, a Raposa defende a volta dos clássicos com torcida “50/50”.
No entanto, pelo lado do Atlético, o posicionamento não parece ser o mesmo. O Galo nunca admitiu publicamente desejar o retorno das duas torcidas nos clássicos e, durante o Conselho Técnico do ano passado, Paulo Bracks, CSO do clube, preferiu não se posicionar a favor ou contra a mudança.
Acordo chegou ao fim
Atlético e Cruzeiro firmaram um acordo em 2024, ainda sob a gestão de Ronaldo Fenômeno na Raposa, que previa clássicos com torcida única até o fim de 2025. Com o encerramento do período, o acordo não foi renovado, e os confrontos passaram a contar com a presença das duas torcidas a partir de 2026. No entanto, a carga de ingressos destinada à torcida visitante ainda não tem um acordo definido.
No clássico deste domingo (25/1), por exemplo, que será disputado na Arena MRV, o Atlético disponibilizará apenas 2,5 mil ingressos para a torcida visitante. De acordo com o regulamento da FMF, o clube visitante tem direito a 10% da carga total de bilhetes, o que, na Arena MRV, representaria mais de 4 mil torcedores.
A Rede 98 procurou a assessoria do Atlético, que informou que a decisão “não é uma determinação do clube, mas sim dos órgãos de segurança, como a Polícia Militar, que limitam a carga”. O Galo afirmou que não foi responsável pela definição do número de ingressos destinados à torcida do Cruzeiro.
