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Argentinos e ingleses trocam provocações antes da semifinal da Copa; entenda a história da rivalidade

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Duelo por vaga na final reúne campeã atual e seleção em busca do bi (Foto: Reprodução)

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Ainda faltam dois dias para Argentina e Inglaterra entrarem em campo, mas a semifinal da Copa do Mundo de 2026 já começou fora das quatro linhas. Nas redes sociais, torcedores dos dois países transformaram a internet em uma prévia do confronto, com provocações, memes e lembranças de episódios históricos que alimentam uma rivalidade construída dentro e fora dos gramados.

Nos Estados Unidos, palco da partida, a expectativa também é de forte mobilização nas arquibancadas. Argentinos e ingleses carregam a fama de protagonizar ambientes de muita tensão em grandes eventos esportivos. De um lado, os tradicionais barra bravas; do outro, os históricos hooligans.

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O reencontro desta quarta-feira (15/7) marca o primeiro duelo entre as seleções em Copas do Mundo após 24 anos. A última vez que argentinos e ingleses se enfrentaram no Mundial foi em 2002, no Japão, mas a rivalidade entre os países começou muito antes e tem raízes que ultrapassam o futebol.

Guerra das Malvinas

A tensão entre Argentina e Inglaterra ganhou uma nova dimensão em 1982, durante a Guerra das Malvinas, conflito pela soberania das ilhas localizadas no Atlântico Sul. Após pouco mais de dois meses de combates, o Reino Unido derrotou a Argentina e manteve o controle do arquipélago, que permanece sob administração britânica até hoje, conhecido pelos ingleses como Ilhas Falkland, embora continue sendo reivindicado pelo governo argentino.

A derrota militar deixou marcas profundas na sociedade argentina. Até hoje, a questão das Malvinas é tratada como um símbolo de identidade nacional e desperta forte sentimento patriótico entre os argentinos, mantendo viva uma ferida histórica que ultrapassa gerações.

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O encontro histórico na Copa de 1986

Quatro anos depois da guerra, Argentina e Inglaterra voltaram a se encontrar, desta vez dentro de campo, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, no México. A partida entrou para a história graças a Diego Maradona, protagonista dos dois gols argentinos na vitória por 2 a 1.

O primeiro deles ficou eternizado como a “Mão de Deus”. O camisa 10 argentino utilizou a mão para superar o goleiro Peter Shilton, mas a arbitragem validou o lance. Se o episódio acontecesse atualmente, o gol seria anulado com auxílio do árbitro de vídeo (VAR).

Poucos minutos depois, Maradona marcou aquele que é considerado por muitos o gol mais bonito da história das Copas. O craque argentino arrancou do campo de defesa, driblou praticamente toda a equipe inglesa e marcou um dos momentos mais lembrados do futebol mundial.

“Vingança” inglesa em 2002

O capítulo mais recente dessa história em Copas aconteceu na fase de grupos do Mundial de 2002, em Sapporo, no Japão. A Inglaterra levou a melhor e venceu por 1 a 0, com gol de pênalti marcado por David Beckham aos 44 minutos do primeiro tempo.

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O resultado teve peso decisivo para a campanha argentina, que acabou eliminada ainda na primeira fase daquele torneio. Os ingleses, por outro lado, avançaram ao mata-mata e seguiram na competição.

Argentina tenta repetir feito do Brasil; Inglaterra busca o bicampeonato

Agora, em 2026, os rivais voltam a se enfrentar em um cenário de enorme importância histórica. Atual campeã mundial, a Argentina busca o quarto título da sua história e tenta se tornar a primeira seleção desde o Brasil, campeão em 1958 e 1962, a conquistar duas Copas do Mundo consecutivas.

Do outro lado, a Inglaterra tenta encerrar um jejum de 60 anos sem levantar a taça. Campeã apenas em 1966, a seleção inglesa busca o bicampeonato e quer transformar a semifinal em um novo capítulo de glória.

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Arthur Albuquerque

Jornalista que cobre o dia a dia do futebol brasileiro para o digital da Rede 98. Acumula passagem pela TV Alterosa entre 2021 e 2023.

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