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Ronaldo está fora da disputa à presidência da CBF

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Ronaldo comunicou sua desistência após constatar a falta de apoio das federações estaduais (Foto: Fabio Figueiredo/Cruzeiro)

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A decisão de Ronaldo Fenômeno de retirar sua candidatura à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi tema de discussão no 98 Esportes. A notícia divulgada pelo próprio Ronaldo em suas redes sociais, gerou comentários sobre o cenário político do futebol brasileiro.

Ronaldo comunicou sua desistência após constatar a falta de apoio das federações estaduais. Em sua publicação, lida durante o programa, o ex-jogador expressou sua frustração por não ter a oportunidade de apresentar seu projeto. “Depois de declarar publicamente o meu desejo de candidatar a presidência da CBF no próximo ano, retiro aqui oficialmente a minha intenção. Se a maioria com o poder de decisão entende que o futebol brasileiro está em boas mãos, pouco importa a minha opinião”.

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Ele também lamentou o fato de que, em contato com as 27 federações filiadas, encontrou “23 portas fechadas”, com as entidades se recusando a recebê-lo sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição. “Não pude apresentar o meu projeto, levar as minhas ideias e ouvi-las como gostaria. Não houve qualquer abertura de diálogo” completou o ex-atleta.

Os comentaristas do 98 Esportes analisaram as razões por trás da desistência de Ronaldo. Vinícius Grissi enfatizou a dificuldade de vencer o sistema estabelecido na CBF. “Acho que perdemos pro sistema de novo e assim, é um sistema muito complicado. É um sistema absolutamente fechado onde eles se protegem, né?” ressaltou.

A estrutura de poder na eleição da CBF foi apontada como um fator determinante, Grissi também mencionou o suporte financeiro que a CBF oferece às federações, com uma “mensalidade, uma mesada de R$ 150.000 por mês para as federações”, um dinheiro com pouca fiscalização. Ele sugeriu que o receio de perder essa fonte de recursos pode influenciar o apoio das federações ao presidente em exercício. “É um sistema que é moldado para manter as mesmas pessoas sempre no poder”, concluiu o comentarista.

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*Estagiária sob orientação da supervisora Jackeline Oliveira

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Laís Marques

Estudante de Jornalismo pela PUC-Minas. Estagiária do Digital da Rede 98 desde 2024. Passagens pelas assessorias de imprensa da PMMG e UEMG.

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