A seleção masculina de vôlei ficou de fora da fase final da Liga das Nações (VNL), amargando um nono lugar em campanha de sete vitórias e cinco derrotas. Desde a criação da VNL em 2018, o Brasil não terá as duas seleções no mata-mata pela primeira vez, somando mais um resultado ‘recorde negativo’ em sua história recente no voleibol.
Após a eliminação, o técnico Bernardinho admitiu que o resultado foi abaixo do esperado, mas afirmou que “o processo é mais importante”.
“O processo de amadurecimento tem que continuar. Vários jogadores, pela primeira vez, jogando temporadas internacionais. Alguns com poucas experiências em clubes internacionais também. Não era o objetivo esperado. Temos que seguir trabalhando e confiar no processo. Certamente vamos seguir com o que tem que ser feito, porque há um longo processo pelo caminho”, afirmou o técnico.
Histórico recente não é positivo
Esse não foi o primeiro ‘tropeço’ na era 2.0 de Bernardinho com a seleção masculina. Desde que reassumiu o posto em 2023, o Brasil ainda não conseguiu voltar ao protagonismo mundial que já teve por décadas na modalidade.
Naquele mesmo ano, perdeu a sequência de mais de 50 anos vencendo o Sul-Americano ao ser derrotado pela Argentina, ficando com o vice-campeonato pela primeira vez após 33 medalhas de ouro. Nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, venceu somente um partida, contra o modesto Egito na fase de grupos, e caiu nas quartas de final após classificação como ‘melhor terceiro colocado’.
Em 2025, mais uma eliminação em primeira fase, no Campeonato Mundial, amargando uma 17ª colocação no torneio. Agora, a queda precoce na VNL deixa gosto amargo e o questionamento de “e agora?” na cabeça dos torcedores.
“As críticas são, digamos, legítimas, porque precisamos sim evoluir em muitas coisas, mas a autocrítica é muito maior do que as que vêm de fora”, avaliou Bernardinho, após a campanha internacional.
Próximos passos da seleção masculina de vôlei
Recalculando a rota após o resultado negativo, o grupo da seleção principal volta ao Brasil para seguir os treinos em Saquarema, no Rio de Janeiro, até o dia 16 de agosto. Na sequência, disputa dois amistosos contra o Japão na casa dos adversários, antes de seguir para a Itália para um torneio amistoso promovido pela Federação Italiana.
O Sul-Americano de Vôlei, que será no final de setembro, dá vaga ao torneio olímpico de Los Angeles em 2028. No torneio, a era Bernardo 2.0 será colocada à prova mais uma vez.