A mineira Adélia Prado, de 90 anos, uma das mais importantes escritoras brasileiras, está internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital São Judas Tadeu, em Divinópolis, após sofrer uma queda em casa. O acidente ocorreu na última segunda-feira (19) e foi confirmado hoje (26/1) pela própria instituição de saúde.
De acordo com o hospital, a autora chegou à unidade com fraturas no fêmur, no cotovelo e no punho. Ela foi submetida a dois procedimentos cirúrgicos realizados pela equipe de Ortopedia e apresentou boa evolução no período pós-operatório imediato.
“Atualmente, a paciente encontra-se internada no CTI para acompanhamento e tratamento de complicações renais, permanecendo sob cuidados intensivos e monitorização contínua por equipe multiprofissional”, explicou a instituição.
“O Hospital São Judas Tadeu reforça que está adotando todas as medidas necessárias para a adequada assistência à paciente e que novas informações serão divulgadas oportunamente, respeitando os princípios éticos, legais e a confidencialidade das informações médicas”, complementou.
Legado
Nascida em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, Adélia Prado construiu uma obra marcada pela fusão entre o cotidiano, a religiosidade, a experiência feminina e uma linguagem simples, e se consolidou como uma das vozes mais importantes da literatura brasileira contemporânea.
A estreia da poetisa na literatura ocorreu em 1976, com o livro “Bagagem”, que recebeu elogios imediatos de críticos e de grandes nomes da literatura, como Carlos Drummond de Andrade. Obras como “O Coração Disparado”, “Terra de Santa Cruz”, “O Homem da Mão Seca” e “A Faca no Peito” ampliaram o reconhecimento da escritora no Brasil e no exterior.
Em 2024, Adélia Prado recebeu o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa, como reconhecimento pelo conjunto da obra. A premiação consagrou a contribuição singular dela para a poesia e a prosa.
