A Agência Nacional de Mineração descartou falhas em barragens ou pilhas de minério após ocorrências em duas áreas da Vale, em Congonhas e Ouro Preto, e informou que os casos envolvem extravasamentos de água e estruturas de drenagem. A Vale diz que a situação foi controlada e não afetou comunidades.
A ANM informou também que não houve ruptura, colapso ou comprometimento de barragens ou pilhas de mineração em Ouro Preto e Congonhas, na região Central de Minas.
As ocorrências foram registradas em áreas da Vale no Complexo Mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, e na mina Viga, em Congonhas.
De acordo com a agência, no Complexo Mina de Fábrica, no limite entre Ouro Preto e Congonhas, o episódio está associado a uma infraestrutura interna da operação, sem caracterização de falha na estrutura que pertence à Vale.
Na mina Viga, também da Vale, em Congonhas, houve extravasamento de água em uma estrutura de drenagem. A Prefeitura da cidade informou que a Defesa Civil constatou extravasamento de água para o rio Maranhão, com impacto ambiental, e que o local segue em monitoramento.
O Governo de Minas confirmou danos ambientais no rio e a Secretaria de Meio Ambiente determinou medidas emergenciais à empresa, como limpeza da área e monitoramento do curso d’água. O Estado informou que a empresa sofrerá infrações ambientais e reforçou que não houve vítimas, e os danos materiais seguem em avaliação.
Em nota, a Vale informou que os extravasamentos identificados no domingo foram contidos, não houve feridos e comunidades não foram impactadas.
A empresa reforçou que as situações não têm relação com barragens, que permanecem estáveis e monitoradas. A companhia diz, ainda, que não teve carreamento de rejeitos no local.
Equipes de fiscalização da ANM atuam nessas duas áreas. Não tem registro de bloqueio de vias ou comunidades afetadas.