Nesta semana, 300 pessoas em situação de rua serão convocadas em Belo Horizonte para participarem do Programa Bolsa Moradia. A iniciativa integra o projeto Viver de Novo, lançado em dezembro de 2025 pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), com foco na saída das ruas e na reconstrução da autonomia.
Uma pesquisa da divulgada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no ano passado, mostra que Belo Horizonte é a capital com a terceira maior população em situação de rua do país. São quase 15 mil pessoas sem-sem teto na cidade.
Neste primeiro momento, 50 pessoas já iniciaram o processo de inclusão, com entrega de documentos e autorização para busca de imóveis. A PBH prevê ampliação gradual do número de beneficiários nas próximas etapas.
Para participar, é necessário morar na capital há pelo menos dois anos, estar inscrito no CadÚnico como pessoa em situação de rua e ser acompanhado pela rede municipal. Também é exigida a capacidade mínima de gerir o benefício e a moradia, avaliada por equipes técnicas.
A seleção segue critérios definidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, com base no grau de vulnerabilidade. Têm prioridade idosos, mulheres, pessoas com deficiência, famílias com crianças e adolescentes e pessoas negras, pardas e indígenas.
Também recebem maior pontuação casos de violação de direitos, como trabalho infantil, exploração sexual, afastamento de crianças do convívio familiar, além de situações de violência doméstica, problemas de saúde e longo tempo nas ruas.
Os encaminhamentos são feitos por serviços como Centros Pop, CREAS, unidades de acolhimento e equipes de abordagem social. Apenas pessoas já atendidas por esses equipamentos podem ser indicadas, devido à necessidade de avaliação técnica.
