Quem nunca ativou o modo “reclamão” ao encarar o trânsito travado na Avenida do Contorno, dar de cara com uma cerveja quente ou, pior, um pão de queijo sem graça, que atire a primeira pedra. Com um combo desses, não é difícil entender por que o belo-horizontino anda meio sem paciência. E não é só impressão: um estudo recente colocou Belo Horizonte entre as cidades que mais reclamam no Brasil, mostrando que, por aqui, motivo para queixa não falta (e nem assunto para uma boa conversa.
De acordo com o levantamento da plataforma de ensino Preply, que ouviu moradores de diferentes cidades brasileiras, a capital mineira aparece com uma nota média de 7,5 quando o assunto é reclamar no dia a dia, um índice alto que reflete uma rotina em que sempre há algo a comentar (ou contestar).
Mas calma: reclamar, nesse caso, está longe de ser apenas mau humor. Na prática, é quase um traço cultural. Seja no trânsito carregado da Avenida do Contorno, na espera por atendimento na saúde pública ou no preço das contas no fim do mês, o belo-horizontino encontra motivos variados para desabafar.
E não está sozinho. O estudo mostra que, no Brasil, os principais alvos das reclamações são justamente temas que fazem parte da vida urbana: serviços de saúde lideram o ranking, seguidos por transporte público e custo de vida. Ou seja, não é exatamente implicância, é mais um reflexo das pressões do cotidiano.
A pesquisa também revela que esse “hábito de reclamar” varia bastante de cidade para cidade, quase como um sotaque comportamental. Em Curitiba, por exemplo, os índices são ainda mais altos, enquanto Manaus divide com BH a mesma pontuação.
Veja o ranking das cidades mais ‘reclamonas’ do Brasil
Essas são as cidades com os maiores “reclamões” do Brasil
| Cidade | Pontuação |
|---|---|
| Curitiba | 7,8 |
| Belo Horizonte | 7,5 |
| Manaus | 7,5 |
| Recife | 7,2 |
| Teresina | 6,9 |
