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Câmara de BH aprova empréstimo de R$ 1 bilhão para obras no Anel Rodoviário

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Larissa Reis

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O Projeto de Lei 646/2026, de autoria do Executivo, permite que o financiamento seja contratado com o Novo Banco de Desenvolvimento (PBH/Divulgação)

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A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em definitivo, nessa terça-feira (15/9), o projeto que autoriza a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) a contratar um empréstimo de até R$ 1 bilhão para obras e intervenções no Anel Rodoviário. O texto recebeu 36 votos favoráveis e quatro contrários.

O Projeto de Lei 646/2026, de autoria do Executivo, permite que o financiamento seja contratado com o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, ou outra instituição financeira.

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A proposta agora passa pela redação final antes de ser encaminhada para sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião.

Entre as intervenções previstas estão a adequação de alças de acesso, eliminação de afunilamentos, ampliação de viadutos e recuperação e construção de passarelas. As obras devem priorizar pontos como a Praça São Vicente, os viadutos Teresa Cristina e São Francisco e os acessos da Avenida Amazonas e da BR-040.

Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, uma nova área de escape e três passarelas devem ser entregues já em 2027. A Prefeitura estabeleceu como meta reduzir em 40% o número de acidentes com vítimas no Anel Rodoviário até 2030.

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Somente nos primeiros seis meses deste ano, foram registrados 345 sinistros de trânsito com vítimas na via, segundo dados da Prefeitura.

Mudanças no projeto

A versão aprovada pelos vereadores inclui diretrizes para a aplicação dos recursos. Entre elas estão a prioridade para intervenções em áreas de maior vulnerabilidade social e urbana, a melhoria das condições de acessibilidade e a divulgação, em meio eletrônico de acesso público, de informações sobre a utilização do dinheiro.

O texto também determina que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) só poderá ser usado como contragarantia da União caso o empréstimo seja contratado com uma instituição financeira federal.

Críticas

Apesar da aprovação, quatro vereadores votaram contra o projeto. Um deles foi Uner Augusto (PL), que questionou o fato de Belo Horizonte assumir sozinha os custos das intervenções.

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Segundo o vereador, o Anel Rodoviário atende também outros municípios da Região Metropolitana e deveria ser tratado como uma questão de alcance metropolitano. Ele também citou outros dois projetos de lei em tramitação que pedem autorização para novos empréstimos da Prefeitura.

A Prefeitura defende que as intervenções são necessárias para melhorar a segurança e a fluidez do trânsito no Anel Rodoviário, que passou a ser responsabilidade do município em junho de 2025.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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