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Camisas de futebol históricas viram tesouro em BH: ‘Quanto mais antiga, mais valorizada’

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Amor pelas relíquias movimenta dinheiro na capital (FutClassics/Divulgação)

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Caminhando por bazares de bairro e ou fazendo garimpos virtuais, torcedores apaixonados encontram camisas de futebol históricas e carregadas de significado. Em Belo Horizonte, dois empreendedores transformaram a paixão por essas relíquias em um negócio que movimenta fãs, colecionadores e valores que chegam a cinco dígitos por peça.

Um dos colecionadores é Carlos Roberto, que começou a “garimpar” essas camisas no ano passado e, desde então, tem se dedicado a encontrar as mais emblemáticas do futebol em Minas Gerais. Ele conta que desde criança amava observar as camisas de pessoas na rua e sonhava com o dia que poderia ter sua própria coleção.

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“Sempre tive um olhar clínico para saber se a camisa era original ou falsificada, e isso me ajudou muito na seleção das peças hoje em dia. Ultimamente estou guardando algumas camisas raras para montar uma coleção própria, pois antes eu vendia todas que passavam por aqui. Agora quero montar um acervo pessoal”, disse, em conversa com a Rede 98.

O empreendedor visita brechós e bazares de BH praticamente todos os dias em busca de novas peças para a loja “Relíquias du Brechó” e já chegou a viajar mais de 250 quilômetros, com destino a cidade de Ubá, na Zona da Mata mineira, em busca de uma camisa. Carlos também faz garimpos virtuais pelo Facebook Marketplace, onde muitas pessoas se desfazem de camisas raras.

“Outra forma é abordando pessoas nas ruas: quando vejo alguém vestindo uma camisa original e rara, pergunto a história da peça, como ela conseguiu, e em seguida ofereço negociar, trocar ou comprar”, explicou. Carlos Roberto vende as camisas tanto pelo Instagram do Relíquias du Brechó, como também pelo Facebook e em feiras de brechó em BH.

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Camisas de Atlético e Cruzeiro são campeãs de vendas (Carlos Roberto/Arquivo pessoal)

Acervo que vale ouro

Carlos conta que define os valores que as peças serão vendidas pelo estado de conservação, pelo tamanho e também pelo ano de lançamento das camisas. “Quanto mais antiga a camisa, mais valorizada. Se a camisa foi usada em jogo também é um motivo a mais para o preço aumentar”, disse ele.

As camisas mais procuradas no Relíquias du Brechó são do Cruzeiro e do Atlético, principalmente dos anos 1990. Do Cruzeiro, a de 1997, ano do bicampeonato da Libertadores, é muito desejada. Outra muito procurada é a de 2003, ano da Tríplice Coroa. Do Atlético, a mais cobiçada é a chamada “Datas”, de 1995/1996, além da “Rainha”, de 1982, que marcou tradição e lutas alvinegras.

“A camisa mais rara que tive foi uma do Villa Nova, original dos anos 1980, que encontrei em um bazar do meu bairro, Primeiro de Maio. Ela estava em perfeito estado de conservação e consegui vender por R$ 1,5 mil para um colecionador de Uberlândia”, relembra.

Um dos clientes de Carlos é o Henrique Tadeu, atleticano fanático. Ele começou a organizar a coleção de camisas do Galo em 2008, no centenário do clube, e, de lá para cá, já são mais de 350 camisas. Hoje em dia, ele mantém um Instagram para divulgar a coleção, o “Meus Trem Do Galo“.

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“Algumas foram usadas em um único jogo ou por goleiros como Taffarel, PC Borges, Velloso, João Leite e Victor. Destas, destaco as camisas do Taffarel, que marcaram época pela irreverência no gol do Galo. Sobre valores, já paguei alguns milhares de reais, mas prefiro não dar detalhes pra preservar meu casamento”, brincou.

“Manter a coleção é guardar um pedaço vivo da história do Atlético. Cada camisa tem sua própria história e meu apego vai muito além dessa ‘panaiada’: é paixão, identidade e memória afetiva”, refletiu.

Mercado aquecido

Outro exemplo de amor ao futebol que foi transformado em negócio é a FutClassics, loja localizada no bairro São José, pertinho do Mineirão, na Pampulha. Álvaro Valente Sepulveda, sócio do empreendimento, coleciona camisas desde 2000 e foi adquirindo muito conhecimento ao longo do tempo e, antes mesmo de criar a loja, já era referência para muitos colecionadores.

“Sempre gostei de buscar camisas diferentes, principalmente fora do Brasil, e com isso muitos começaram a recorrer a mim pra conseguir a tão sonhada camisa rara. E foi justamente assim que surgiu a ideia de criar a FutClassics”, diz ele, em conversa com a 98.

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Raridades da Seleção

Álvaro explica que, no início, a loja buscava mais camisas fora do Brasil, principalmente na Europa, o berço do futebol e do colecionismo. Com o tempo, porém, a desvalorização do real “forçou” o negócio a se adaptar.

“Tudo começou em 2017, quando uma transição profissional despertou o desejo de empreender em uma das minhas grandes paixões. Tenho minha coleção particular hoje também e o principal foco são camisas da seleção brasileira. Tenho modelos raros e de jogo desde os anos 1980 até os atuais”, continuou ele.

“Hoje a rotatividade da loja é majoritariamente feita dentro do Brasil mesmo. Comprando coleções, trocando peças com colecionadores e vendendo pra todos os cantos do Brasil. Hoje temos um mercado aquecido também de venda de peças para o exterior, justamente porque os colecionadores de fora aproveitam a cotação do real pra encontrar aqui com bons preços camisas difíceis de conseguir lá fora”, explicou.

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As camisas mais procuradas na FutClassics são, logicamente, as do Cruzeiro e do Atlético. Apesar disso, camisas de outras times brasileiros também têm muita saída. “Temos também uma grande procura por camisas da seleção brasileira, principalmente em época de Copa do Mundo”, pontua.

“São muitas raridades que já passaram por aqui. Camisas usadas em jogo por grandes craques, camisas muito antigas. Mas provavelmente o maior destaque tenha sido uma camisa de jogo do Zico usada por ele na seleção brasileira em 1979”, relembra. Álvaro, porém, preferiu não revelar o valor da venda, mas garante que o preço foi alto.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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