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Controle de acesso ao Parque Municipal de BH reduziu crimes no espaço

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PBH/Divulgação

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O controle de acesso ao Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro de Belo Horizonte, que começou a exigir ingressos para entrada desde a reabertura em meio à pandemia, é um dos fatores responsáveis pela redução da quantidade de crimes no espaço.

Em 2019, a Guarda Civil Municipal de BH registrou, ao todo, 94 ocorrências no local. Levantamento solicitado pela Rede 98 à Inspetoria de Estatística da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção mostra que, até 15 de agosto deste ano, foram apenas nove ocorrências.

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A princípio, a retirada de ingressos para acesso ao parque foi necessária para evitar aglomeração no auge da pandemia de COVID-19. Depois disso, passou a fazer parte das estratégias de controle de zoonoses, em função da circulação do vírus da raiva.

Como consequências indiretas, a prefeitura destaca que, com o controle de acesso, houve uma redução significativa do abandono de felinos no local, das ocorrências de vandalismo, importunação sexual, furtos, uso de drogas e outras transgressões, tornando o parque um lugar mais seguro e reduzindo os gastos públicos com a recuperação de estruturas depredadas.

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Abordagem e manutenção

A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica também destaca que manutenções relativas a substituições de peças furtadas em banheiros, como tampas de assento sanitário, torneiras, dispensers e registros diminuíram.

Em média, havia pelo menos uma manutenção deste tipo ao mês e, desde que o parque reabriu nesse formato (com controle de acesso, em dezembro de 2021), ainda não houve qualquer registro do tipo.

Também houve redução na necessidade de abordagens preventivas da Guarda Municipal no parque. Em 2019, foram 314 abordagens, contra 43 em 2022.

Período fechado

Vale lembrar que, em 2020, o parque ficou fechado de março a final de agosto (pandemia), reabrindo com sistema de agendamento e, em 2021, esteve aberto por apenas três meses, sendo que em janeiro e fevereiro com sistema de agendamento e em dezembro, com retirada de ingressos.

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Vereadores protestam

A exigência de agendamento para visitar Parque Municipal, já chegou a ser contestada na Câmara de Vereadores por, pelo menos, duas ocasiões. Em março deste ano, a Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana questionou a prefeitura. 

Na última sexta-feira (12), as vereadoras Macaé Evaristo e Marcela Trópia (Novo) cobraram da prefeitura uma solução para o que chamaram de “dificuldade de acesso”.

Para Macaé, é um absurdo ter que retirar ingressos em site para entrar no parque, que é um local público. Segundo Marcela, indicações já foram feitas à PBH e à Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica com o objetivo de ampliar o acesso ao principal espaço de lazer do hipercentro.

Retirada de ingressos

A prefeitura explica que, atualmente, a retirada de ingressos é gratuita e não está sujeita a lotação máxima diária, ou seja, não há limite de pessoas por dia. A retirada pode ser feita de forma antecipada pela internet, evitando filas, ou no ato da visita para aqueles que não puderem se programar com antecedência.

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“Funcionários do parque estão treinados e orientados para auxiliar na portaria àqueles que tiverem dificuldades. Além disso, para as pessoas que não possuem acesso à internet, é possível preencher na portaria um termo de responsabilidade. Portanto, a medida de controle de acesso não tem qualquer caráter limitador ou excludente”, garante a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica. 

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