A combinação entre diversidade de bebidas, liberdade nos negócios e valorização da produção mineira ajudou a turbinar as vendas dos ambulantes no Carnaval de Belo Horizonte. Segundo a Associação dos Trabalhadores Ambulantes da cidade, os drinks enlatados locais assumiram, em 2026, protagonismo no aumento do faturamento dos vendedores, que cresceu cerca de 15% em relação ao ano passado.
“Esse ano foi melhor do que o último ano, foi positivo sim”, afirmou o presidente da entidade, Adjailson Severo, à Rede 98 nesta segunda-feira (23/2), um dia após o término do período oficial de Carnaval na cidade. De acordo com ele, a ampliação das marcas disponíveis e a preferência do público por bebidas mineiras impactaram diretamente o lucro dos trabalhadores. “Graças aos nossos drinks em latas, o lucro foi maior”, celebrou.
Entre os destaques de vendas no Carnaval de BH estão marcas como Xeque Mate, Lambe Lambe, Mascate Drinks, Chablauzin e Xá de Cana. Segundo Adjailson, o fenômeno dos ready to drink caiu no gosto da galera a ponto de surpreender até os fabricantes. “Teve marca de drink que não se preparou. O novo Lambe Lambe, de manga, por exemplo, faltou porque não deram conta da demanda”, relatou o ambulante.
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O dirigente também destacou a mudança no modelo de comercialização em relação ao ano passado. “No último Carnaval teve aquele monopólio [da Ambev]. Esse ano não. Esse ano teve mais vendas”, disse Adjailson.
Em 2025, a companhia de bebidas deteve exclusividade na comercialização durante o Carnaval de BH, por meio de contrato de patrocínio com a prefeitura. Na prática, ambulantes credenciados só puderam vender produtos da marca em determinados espaços da cidade. Para os vendedores, a liberdade de vendas em 2026 favoreceu a concorrência e ampliou as opções para o público.
Foliões satisfeitos
A avaliação de Adjailson é compartilhada por quem curtiu a folia em BH. De acordo com o bancário Bruno Sayago, que mora em São Paulo e pula no Carnaval da capital mineira desde 2018, a melhora na organização da venda de bebidas melhorou significativamente do ano passado para este. “Particularmente, achei a experiência esse ano bem melhor, com relação aos ambulantes”, afirmou.
“Em outras edições, eu senti que tinha muito ambulante na rua, às vezes uma quantidade bem maior do que o necessário, acabava conturbando a festa”, apontou. Em 2026, segundo ele, houve mais equilíbrio.
A diversidade de bebidas também chamou atenção do bancário. “Belo Horizonte é conhecida por ter esse Carnaval com boa diversidade de bebidas. Eu acho isso muito bom. É bom para quem vende e para os foliões também, que conseguem diversificar o que estão bebendo”, disse.
Apesar do apreço pelas latas mineiras, a bebida preferida por Bruno em 2026 foi paulistana. “A bebida que eu mais consumi foi a Mansão Maromba. Acho que ela é mais custo benefício para mim e a que eu mais gosto”, afirmou.
Números expressivos
Antes do início do Carnaval, pesquisa do Observatório do Turismo de BH indicava que os ambulantes pretendiam investir, em média, R$ 2,7 mil e faturar cerca de R$ 7,5 mil, com lucro estimado em R$ 4,8 mil.
O levantamento também mostrou que 17,1% dos entrevistados estavam desempregados no momento da inscrição, e que 26% participavam do Carnaval como ambulantes pela primeira vez.
Para Adjailson, o período de folia segue como a principal oportunidade de renda do ano. “É desse evento que os ambulantes tiram o 13º”, finalizou o presidente da associação.
