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Edifício JK: eleição define novo síndico após 40 anos de gestão polêmica

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A assembleia extraordinária, que teve início nesta manhã, é marcada por confusão entre moradores do condomínio (Imagens cedidas à 98 + Viva JK/Divulgação)

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Os condôminos do Edifício JK escolheram, nesta terça-feira (30/9), o novo síndico do emblemático prédio localizado no coração de Belo Horizonte. A assembleia extraordinária, marcada por confusão entre moradores, definiu o ex-gerente-geral Manoel Gonçalves de Freitas Neto como próximo responsável pela administração local, em substituição à gestão de Maria Lima das Graças.

Num momento da reunião, alguns condôminos interromperam a sessão sob gritos de “golpe”. Moradores ouvidos pela Rede 98 questionam que alguns dos presentes acumulam dezenas de procurações de outros condôminos.

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“A assembleia começou com uma comissão que é formada só por pessoas do condomínio olhando nossas procurações uma por uma. Nosso advogado queria impugnar a assembleia, por aquilo ser ilegal. Teve uma hora que pediram pra gente votar, a sala inteira levantou a mão, mas contaram só 37 votos”, disse uma moradora.

A reunião foi marcada após o afastamento definitivo de Maria das Graças, que atuou como síndica por 40 anos. A advogada estava afastada do cargo há dois meses devido a problemas de saúde.

Gestão polêmica

A gestão da ex-síndica do Edifício JK foi cercada de polêmicas e chegou a parar na Justiça. No ano passado, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou a gestão pela falta de conservação do condomínio, que é tombado como Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. Uma audiência marcada para 7 de outubro vai discutir possível omissão na manutenção do prédio.

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“O MP ficou muito ansioso por essas melhorias que estão sendo feitas, só que não no ritmo que o promotor desejava. O promotor chegou a pedir o afastamento da síndica e o juiz negou, porque sabe das limitações do condomínio e que se tirasse a síndica, iria contra a coletividade que votou nela”, argumentou o advogado de defesa da então síndica em conversa com a Rede 98.

Além dos problemas estruturais, o dia a dia dos moradores do edifício foi marcado por exigências no mínimo curiosas, como o pagamento do condomínio em dinheiro vivo e a proibição de circular com animais de estimação pelas áreas comuns do prédio.

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