Uma operação da Polícia Militar de Meio Ambiente desativou cinco pontos de garimpo ilegal no Rio das Velhas, na manhã de segunda-feira (30/3), em trechos que passam por Nova Lima, Raposos e Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação faz parte da Operação Drakon Fase IV e contou com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Durante a fiscalização, os militares identificaram balsas em funcionamento no leito do rio, equipadas com motores a diesel e sistemas de sucção utilizados para a extração ilegal de ouro. Segundo a corporação, todas as cinco estruturas estavam irregulares e foram destruídas por incineração, com laudo emitido pelo Ibama.
De acordo com os agentes, o método utilizado pelos garimpeiros consistia na sucção de sedimentos do fundo do rio para separar partículas de ouro da areia e do cascalho. O material líquido retornava ao curso d’água sem qualquer tipo de tratamento, aumentando a turbidez e causando impactos ambientais. Já os resíduos sólidos eram descartados diretamente no rio.
Em uma das balsas, foi apreendido mercúrio, substância altamente tóxica e prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente, comumente associada à atividade garimpeira ilegal. Também foram constatados indícios de poluição por derramamento de óleo, com vestígios de resíduos nas estruturas das embarcações.
Os garimpeiros que estavam nos locais fugiram ao perceber a chegada das equipes e não foram localizados. Conforme denúncias recebidas pelos órgãos ambientais, a atividade ocorria de segunda a sexta-feira, entre 7h e 17h, com uma produção estimada entre 25 e 30 gramas de ouro por semana, por balsa.
Segundo a Polícia Militar de Meio Ambiente, as irregularidades constatadas configuram infrações administrativas previstas em decreto estadual, além de crimes ambientais, como extração ilegal de recursos minerais e poluição hídrica. A prática também pode ser enquadrada como usurpação de bem da União. Todos os pontos de garimpo identificados foram desativados.
