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Igreja São José, no Centro de BH, é palco de casamento exibido em reality show da Netflix

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O templo foi o cenário de um casamento pouco convencional entre uma mineira e um coreano que mantiveram um relacionamento à distância (Reprodução/@morenamonaco/Instagram)

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A Igreja São José, um dos pontos turísticos mais tradicionais e simbólicos de Belo Horizonte, ganhou projeção internacional ao aparecer no reality show Meu Namorado Coreano, da Netflix, que estreou no streaming no início deste mês. O templo foi o cenário de um casamento pouco convencional entre uma mineira e um coreano que mantiveram um relacionamento à distância e decidiram oficializar a união no Brasil.

A produção acompanha cinco brasileiras, em diferentes estágios de relacionamentos à distância, que viajam para a Coreia do Sul para descobrir se as relações resistem às expectativas, aos choques culturais e à convivência fora do ambiente virtual.

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Entre as histórias que atravessaram fronteiras e chegaram ao altar está a da cantora mineira Morena Monaco e do coreano Suwoong Kim. O casal superou os desafios impostos pela distância e pelas diferenças culturais e celebrou a união tanto na Coreia do Sul quanto em Belo Horizonte.

Para a noiva, o casamento na Igreja São José teve um significado que foi além da tradição religiosa ou da beleza arquitetônica. O templo fazia parte da memória afetiva da família dela e representava um sonho antigo da mãe de Morena, que nunca chegou a se casar na igreja.

“Era a igreja que a minha mãe sonhava em se casar. Ela nunca se casou na igreja e, para mim, não existia outra opção. Realizar esse sonho para ela acabou se tornando o meu também”, afirmou Morena, em entrevista à Rede 98.

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A escolha do local exigiu autorização especial da Arquidiocese de Belo Horizonte, inclusive para a gravação das imagens do reality. Ainda assim, a noiva não hesitou. “Não tem preço ter me casado ali. Sou muito grata a Deus. Foi tudo muito lindo”, disse.

A cerimônia também foi marcada por reencontros e simbolismos familiares. Criada pela mãe, Morena contou que o pai, ausente durante grande parte de sua vida, esteve presente no casamento e a conduziu até o altar. “Foi um momento delicado, mas importante. Se ele veio, precisava me levar até o altar”, relatou.

História de amor com clima de dorama

Morena conta que conheceu o agora marido durante uma viagem dela à Coreia do Sul, onde ela gravava um videoclipe. Após o primeiro encontro, passaram a se ver quase diariamente e, em poucos meses, decidiram que um deles precisaria mudar de país para que a relação pudesse seguir adiante.

“Quando ele disse que seria ele a mudar de país, senti que existia uma esperança real”, contou.

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Atualmente, o casal divide a rotina entre São Paulo e Belo Horizonte e já faz planos para o futuro. A ideia é construir uma casa e formar família. Segundo Morena, o marido se encantou com a cidade. “Ele ama o clima, o céu azul, a comida, o jeito das pessoas. Minas Gerais conquistou ele completamente”, compartilhou.

A adaptação cultural, no entanto, também trouxe desafios. Idioma, costumes familiares e diferentes formas de demonstrar afeto exigiram diálogo constante e aprendizado diário.

“A gente fala inglês, mas não é nossa língua materna. Mesmo sendo fluente, às vezes não consigo expressar exatamente o que quero dizer. Existem ditados em português que não dá para traduzir”, exemplificou.

“No começo, a comida também foi difícil. Ele achava tudo muito salgado, mas agora já gosta, inclusive sente falta do sal quando vai à Coreia. A relação com a família também é diferente: lá existe muita formalidade, até na forma de se vestir. Aqui no Brasil, com a minha família, isso não é tão necessário”, continuou Morena.

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O diálogo, segundo a cantora, é que fez os dois encontrarem o jeito próprio de se relacionar. “Para mim, carinho é abraço e beijo. A gente vai aprendendo um com o outro. Eu explico para ele o que eu gosto. Por exemplo, eu disse: ‘De manhã você precisa falar bom dia’. Na Coreia isso não é comum. Ele entendeu e hoje faz. São desafios e aprendizados o tempo inteiro”, finalizou.

História da Igreja São José

A história da Igreja São José caminha lado a lado com a fundação de Belo Horizonte. Criada em 27 de janeiro de 1900, a paróquia foi a primeira da nova capital, então chamada Cidade de Minas. No início, funcionou provisoriamente na Capela de Nossa Senhora do Rosário, no cruzamento da Avenida Amazonas com as ruas São Paulo e Tamoios, após ser desmembrada da Paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem e confiada à Congregação dos Redentoristas.

O templo definitivo começou a tomar forma em um terreno central doado pela Prefeitura à Diocese de Mariana, área onde antes se cogitava construir um teatro. O projeto foi assinado pelo arquiteto Edgard Nascentes Coelho e aprovado em 1901. A pedra fundamental foi lançada em abril de 1902 e, poucos anos depois, a igreja já recebia fiéis, mesmo com a fachada e as torres ainda em construção. Em 1905, o corpo principal do prédio estava concluído.

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A identidade artística da Igreja São José se fortaleceu nas décadas seguintes. Entre 1911 e 1912, o interior ganhou pinturas do alemão Guilherme Schumacher, conhecidas pela riqueza de detalhes e pelo estilo eclético. Já nos anos 1930, a ornamentação foi ampliada com novos altares e com a imagem de São José com o Menino Jesus, entronizada em 1933, consolidando o templo como um dos principais símbolos históricos, religiosos e culturais do Centro de Belo Horizonte.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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