O preço médio do etanol subiu mais de 6% em dez dias em Belo Horizonte e na Região Metropolitana, segundo levantamento realizado pelo site MercadoMineiro e pelo aplicativo comOferta. A pesquisa, feita entre os dias 19 e 21 de agosto, aponta que gasolina comum e diesel S10 tiveram pouca alteração no período.
O etanol passou de R$ 3,66 para R$ 3,90 por litro, uma alta de 6,56%. Na prática, o consumidor passou a pagar, em média, R$ 0,24 a mais por litro do combustível.
Apesar da alta, o etanol ainda apresenta vantagem em relação à gasolina. O preço médio do combustível corresponde a 64,5% do valor médio da gasolina, que está em R$ 6,05. Pela referência tradicional de 70%, o etanol continua sendo uma opção economicamente vantajosa.
Considerando um consumo estimado de 11,5 km/l para gasolina e 8,5 km/l para etanol, o custo por quilômetro fica em aproximadamente R$ 0,53 com gasolina e R$ 0,46 com etanol.
Diferença entre postos chega a R$ 83,50
Além da alta no preço médio, a pesquisa chama atenção para a diferença entre os valores cobrados pelos postos. O litro do etanol foi encontrado por preços entre R$ 3,29 e R$ 4,96, uma variação de 50,76%.
Em um tanque de 50 litros, o motorista gastaria R$ 164,50 no posto mais barato e R$ 248 no estabelecimento com o maior preço. A diferença chega a R$ 83,50.
A gasolina comum também apresentou grande variação. O menor preço encontrado foi de R$ 5,59, enquanto o maior chegou a R$ 6,89, diferença de 23,26%. Para um abastecimento de 50 litros, isso representa uma economia de até R$ 65.
Gasolina e diesel têm pouca alteração
O preço médio da gasolina comum passou de R$ 6,03 para R$ 6,05, uma alta de aproximadamente 0,25% em dez dias.
Já o diesel S10 teve uma pequena redução, de R$ 6,78 para R$ 6,77, queda de 0,16%. Entre os postos pesquisados, o litro foi encontrado entre R$ 6,36 e R$ 7,89, uma diferença de 24,06%.
O levantamento considerou cerca de 200 postos de combustíveis em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
Mesmo com a alta registrada agora, o etanol ainda está cerca de 17% mais barato do que no início de 2026, quando o preço médio era de R$ 4,71. A pesquisa reforça a importância de comparar os preços entre os postos antes de abastecer, já que a diferença pode representar uma economia significativa para o consumidor.
