Os preços da gasolina, do etanol e do diesel S10 aumentaram na Grande BH em outubro. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo site MercadoMineiro em 194 postos de Belo Horizonte e Região Metropolitana, entre os dias 26 e 27 de outubro.
De acordo com o levantamento, o preço médio da gasolina comum passou de R$ 6,41, em 15 de outubro, para R$ 6,47. A alta foi de 0,89%. Nos postos pesquisados, o litro foi encontrado entre R$ 5,89 e R$ 6,89.
O etanol também ficou mais caro. O preço médio subiu de R$ 4,38 para R$ 4,45, uma variação de 1,70%. Os valores encontrados vão de R$ 3,98 a R$ 4,96 por litro.
Já o diesel S10 teve aumento de 0,28%. O preço médio passou de R$ 6,91 para R$ 6,93. O menor valor registrado foi de R$ 6,59, enquanto o maior chegou a R$ 7,59.
Preços variam conforme a região
A pesquisa também identificou diferenças nos valores cobrados em cada região. Santa Luzia apresentou os menores preços médios da gasolina e do etanol, com R$ 5,89 e R$ 3,98 por litro, respectivamente.
Na outra ponta, a Região Centro-Sul de Belo Horizonte registrou as maiores médias: R$ 6,58 para a gasolina e R$ 4,57 para o etanol.
Segundo o levantamento, a diferença entre os postos pode representar uma economia de até R$ 50 para quem abastece um tanque de 50 litros.
Preços iguais em mais da metade dos postos
Outro dado que chamou a atenção foi a repetição dos preços em diferentes estabelecimentos. Entre os 192 postos com valores válidos para a gasolina, 96 vendiam o litro a R$ 6,49. O número representa metade dos estabelecimentos pesquisados.
No caso do etanol, 98 postos, o equivalente a 51,04% da amostra, cobravam R$ 4,49 pelo litro.
O MercadoMineiro ressalta que a repetição dos valores, por si só, não comprova irregularidade ou combinação de preços.
Etanol continua mais vantajoso
Considerando os preços médios encontrados, o etanol corresponde a cerca de 68,8% do valor da gasolina. Pela regra dos 70%, usada como referência para comparar os combustíveis em carros flex, o biocombustível continua sendo uma opção mais econômica.
A pesquisa também recomenda que os motoristas consultem os preços antes de abastecer, já que os valores podem variar entre os postos e as regiões.
