A Polícia Civil de Minas Gerais informou que ainda apura as circunstâncias da queda de um avião de pequeno porte no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira (4).
O acidente deixou dois mortos e três feridos.
Investigação ainda não aponta irregularidades
De acordo com a delegada Andrea Pochmann, responsável pelo caso, ainda não há confirmação de irregularidades envolvendo a aeronave.
“É a princípio procedimento. Para nós, a princípio, não. É necessário verificar com a ANAC”, afirmou.
A delegada também destacou que, até o momento, não é possível confirmar quando o piloto percebeu um eventual problema técnico.
“Com as informações que a gente tem, ainda não consigo te dar essa resposta exata, mas a princípio foi após a decolagem de Belo Horizonte”, disse.
Remoção de corpos não depende de perícia inicial
A Polícia Civil também explicou que a retirada dos corpos não precisa aguardar a chegada de outros órgãos de investigação aeronáutica.
“A gente não. A princípio eles queriam que a gente aguardasse para fazer a perícia, mas o trabalho que precisamos fazer aqui é a retirada dos corpos, principalmente para as famílias, para dar essa resposta”, explicou.
Segundo ela, os corpos serão encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames podem ajudar a esclarecer possíveis fatores relacionados ao acidente.
Bombeiros detalham atuação no resgate
O tenente Raul Souza, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, afirmou que a prioridade inicial foi garantir a segurança da área, devido ao risco de explosão causado pelo combustível.
“Fizemos um trabalho de primeira mão no sentido de garantir a segurança do local, dada a característica do combustível, que tem um índice de combustibilidade alto”, explicou.
Segundo ele, foram utilizadas técnicas de prevenção para evitar incêndios e permitir o acesso das equipes.
“Garantimos uma cena segura para que as pessoas pudessem sair da edificação e para que as equipes pudessem iniciar a retirada das vítimas”, disse.
O militar também destacou que a operação exigiu atuação integrada entre diferentes órgãos.
“Contamos com ações conjuntas de salvamento, atendimento médico, polícia civil e defesa civil”, afirmou.
Resgate exigiu cuidado por risco estrutural
Ainda conforme o tenente, o trabalho de retirada das vítimas foi delicado devido à estrutura da aeronave e do imóvel atingido.
“É um trabalho delicado, porque há sempre risco. O bombeiro trabalha em condições de risco, e isso faz com que o processo seja mais lento”, explicou.
Acidente deixou dois mortos e três feridos
Cinco pessoas estavam na aeronave. Duas morreram no local, e três foram socorridas, uma em estado grave e duas com ferimentos leves.
As causas da queda ainda serão investigadas, com apoio de órgãos responsáveis pela aviação.