Em um gesto de solidariedade internacional e cooperação em saúde, o governo brasileiro anunciou o envio de 40 toneladas de insumos hospitalares destinados a pacientes que dependem de diálise na Venezuela. A medida é uma resposta direta a um pedido de socorro do Ministério da Saúde venezuelano e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).
Crise humanitária e risco de vida
A urgência da missão brasileira justifica-se pela destruição do maior centro de distribuição do estado de La Guaira, ocorrida no último sábado após um ataque bélico. O incidente colocou em risco imediato a vida de mais de 16 mil pacientes venezuelanos que dependem do tratamento de substituição renal.
Em carta oficial enviada à Ministra Magaly Gutiérrez, o Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, destacou que o SUS não poderia ignorar a situação.
“A saúde se defende com solidariedade e soberania, afinal somos todos irmãos latino-americanos”, afirmou Padilha, relembrando o apoio recebido da Venezuela com o envio de oxigênio para o Norte do Brasil durante a pandemia de Covid-19.
Impacto no atendimento nacional
Uma das principais preocupações esclarecidas pelo Ministério da Saúde é a manutenção do serviço em solo brasileiro. Padilha assegurou que a ajuda humanitária é fruto de um esforço conjunto entre hospitais públicos e filantrópicos e não reduzirá o tratamento de diálise para os cerca de 170 mil brasileiros que utilizam o SUS gratuitamente.
Próximos passos e cooperação com a OPAS
Além das 40 toneladas já enviadas, o Brasil e a OPAS/OMS planejam realizar a aquisição de outros insumos que não estejam disponíveis em estoque nacional para continuar o suporte ao país vizinho. A missão é descrita como parte de uma estratégia de paz e defesa da vida em toda a América Latina.
Comunicado do Minstério da Saúde sobre a ajuda humanitária à Venezuela
