O aumento no preço do querosene de aviação (QAV) anunciado pela Petrobras acendeu um alerta no setor aéreo brasileiro. Em reação ao reajuste, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas afirmou que a medida terá “consequências severas” para a operação das companhias no país.
O combustível, que já havia subido no início de março, agora acumula um avanço expressivo e passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das empresas aéreas.
Impacto direto na malha aérea
Sem mencionar diretamente o preço das passagens, as companhias indicam que o aumento deve afetar a estrutura do setor.
“A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”, informou a entidade.
Na prática, o encarecimento do combustível pode levar a ajustes na malha aérea, com redução de frequências e revisão de rotas menos rentáveis.
Petrobras tenta suavizar impacto
Diante da reação do mercado, a Petrobras anunciou uma alternativa para diluir o reajuste.
A proposta prevê que, em abril, as distribuidoras arquem com apenas parte do aumento, enquanto o restante será parcelado ao longo dos meses seguintes.
Segundo a estatal, a medida busca preservar a demanda e evitar impactos mais bruscos no setor de aviação.
Dependência do mercado internacional
Mesmo com produção majoritariamente nacional, o preço do QAV no Brasil segue a lógica da paridade internacional, atrelado às oscilações do petróleo no mercado global.
Esse modelo faz com que variações externas tenham efeito direto nos custos das companhias aéreas, ampliando a pressão em momentos de alta do barril.
Pressão por medidas urgentes
O setor defende a adoção de mecanismos que reduzam a volatilidade do combustível e garantam previsibilidade para as operações.
Segundo a Abear, sem medidas rápidas, as empresas podem ser obrigadas a rever planejamento e expansão, com impacto direto na oferta de voos no país.
Com Agência Estado
