A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, nesta semana, a proibição imediata da comercialização, distribuição, propaganda e uso de produtos de duas fabricantes de cosméticos. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU), atinge desde produtos para cuidados com a pele até alisantes capilares profissionais.
A ação fiscal foi motivada por irregularidades graves, que vão desde a falta de registro sanitário até a rotulagem enganosa com promessas de “tratamento terapêutico”, o que é vetado para a categoria de cosméticos.
Entenda as proibições
A fiscalização mirou duas empresas distintas. No caso da HF Indústria e Comércio, responsável pela marca Adah Beauty, o problema foi a classificação do produto. O “Sérum Facial Uniformizador Txa” estava sendo vendido com indicações terapêuticas — ou seja, prometendo cura ou tratamento médico —, algo que exige testes clínicos rigorosos e uma classificação de medicamento, não de cosmético.
Já a empresa RS de Vargas Cosméticos teve quatro linhas de produtos interditadas por falta de registro. Sem essa certificação, não há garantia de que a fórmula seja segura para o consumidor, oferecendo riscos de alergias ou danos capilares.
Lista de produtos proibidos
Se você adquiriu algum destes itens recentemente, a orientação é suspender o uso imediatamente e entrar em contato com o fabricante ou ponto de venda:
1. Cuidados Faciais (Adah Beauty)
- Produto: Sérum Facial Uniformizador Txa
- Irregularidade: Indicação terapêutica não permitida.
- Abrangência: Todos os lotes.
2. Produtos Capilares (Fabricante RS de Vargas)
- Realinhamento dos Fios Maxx Liss (Marca: Legemaxx Professional)
- Realinhamento dos Fios Perfecta Liss (Marca: Legemaxx Professional)
- Power Whey (Marca: Helen Zamprogno Beauty Hair)
- Retexturizador Capilar Biotina Supreme Evolution (Marca: Eliete Vacari Cosméticos Profissionais)
O que diz a Anvisa
A resolução (RE nº 83/2026) exige que as empresas recolham os estoques existentes no mercado. Consumidores que identificarem a venda destes produtos podem denunciar à Vigilância Sanitária local ou pelo canal oficial da Anvisa.
