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Paralisação parcial da CPTM afeta transporte e São Paulo registra trânsito caótico

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Larissa Reis

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A greve dos trabalhadores CPTM, iniciada nesta terça-feira (4/8), provoca mudanças no trânsito e no transporte público da capital paulista (@portaljardimhelenazl | @myhoodbr)

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A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), iniciada à meia-noite desta terça-feira (4/8), provoca mudanças no trânsito e no transporte público da capital paulista. Como uma das principais medidas para reduzir os impactos à população, a Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio municipal de veículos.

A paralisação afeta parcialmente as linhas 11-Coral e 12-Safira e interrompe completamente a circulação da linha 13-Jade, que liga a capital ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

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Na linha 11-Coral, os trens operam apenas entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. Já na linha 12-Safira, a circulação ocorre somente entre Brás e Engenheiro Goulart.

Para tentar minimizar os transtornos, a prefeitura ativou o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência (Paese), com ônibus atendendo as regiões das estações afetadas. O Metrô também reforçou a operação nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, colocando mais trens em circulação.

Mesmo com as medidas, passageiros enfrentaram plataformas lotadas nas primeiras horas da manhã. Às 7h50, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 412 quilômetros de congestionamento em toda a cidade, reflexo da migração de usuários do transporte ferroviário para carros e ônibus.

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Motivo da greve

Os trabalhadores da CPTM protestam contra o processo de privatização das linhas, concluído em julho. A concessão foi temporariamente suspensa após um incêndio registrado na primeira semana de operação da empresa Trívia, responsável pela gestão do serviço.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a garantia dos empregos de cerca de 4 mil trabalhadores e o cancelamento da privatização. Os grevistas afirmam que o processo foi conduzido com pouca transparência e que a concessão prejudica tanto os funcionários quanto os usuários do transporte ferroviário paulista.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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