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Justiça autoriza transferência de Sérgio Nahas da Bahia para São Paulo

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Nahas foi condenado em 2021 pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali, ocorrido em 2002 (Reprodução/Redes sociais)

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A Justiça acatou um pedido da Polícia Civil do Estado de São Paulo e autorizou, na segunda-feira (26/1) a transferência do empresário Sérgio Nahas da Bahia, onde está preso desde 17 de janeiro, para São Paulo.

Nahas foi condenado em 2021 pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali, ocorrido em 2002, no apartamento em que o casal morava, em Higienópolis, na região central da capital paulista. Procurada para comentar a transferência, a defesa do empresário não respondeu às tentativas de contato da reportagem. O espaço segue aberto.

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Na semana passada, a advogada Adriana Machado Abreu, que representa Nahas, afirmou que ele morava na Bahia desde o ano passado e que é uma “pessoa íntegra, idosa, com questões graves de saúde e que não tinha interesse em ficar foragido”.

A solicitação de transferência foi feita pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Na decisão, o juiz Helio Narvaez considerou que Nahas foi condenado definitivamente por um crime cometido em São Paulo, o que justifica a transferência para o Estado.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), equipes do DHPP irão à Bahia nos próximos dias para buscar o empresário. Ainda não há informações sobre para qual unidade prisional ele será levado.

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O caso

Em 2002, Fernanda e Nahas passaram a lua de mel na Praia do Forte, em Mata de São João, a cerca de 60 quilômetros de Salvador. Seis meses depois, a mulher pediu o divórcio e foi morta com um tiro no peito.

De acordo com a investigação, a vítima havia confrontado o marido sobre o uso abusivo de cocaína e a existência de um relacionamento extraconjugal.

A defesa de Nahas alegava que Fernanda sofria de depressão severa e teria tirado a própria vida, versão nunca aceita pela família da vítima. O Ministério Publico do Estado de São Paulo (MP-SP) defendeu a condenação por homicídio qualificado.

Em razão de uma série de recursos, o empresário só foi condenado 16 anos após o crime. Em 2018, um júri popular o condenou a sete anos de prisão, em regime semiaberto, por homicídio simples. O MP-SP recorreu, e a pena foi elevada para 8 anos e 2 meses.

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Nahas respondeu ao processo em liberdade até o esgotamento de todas as instâncias. Ao analisar o caso, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a pena e determinou o cumprimento imediato em regime fechado.

O mandato de prisão foi expedido em junho do ano passado, quando Nahas também passou a integrar a Difusão Vermelha da Interpol. Apesar disso, ele só foi preso na semana passada, após ser identificado por câmeras de monitoramento e reconhecimento facial da Praia do Forte. Policiais confirmaram a identidade do empresário e o localizaram no condomínio Kauai, ainda em Mata de São João.

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