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Patinetes elétricas em BH: uso cresce, mas dúvidas sobre regras e segurança persistem

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Equipamentos estão em bairros das regiões Centro-Sul e Oeste de BH - (Divulgação / PBH)

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As patinetes elétricas começaram a operar em Belo Horizonte há menos de um mês e já chamam a atenção nas ruas — tanto pela praticidade quanto pelas dúvidas sobre uso, segurança e adaptação ao trânsito da capital. 

Com cerca de 1.500 equipamentos disponíveis, o serviço funciona por meio de aplicativo. Segundo Lincoln Silva, assessor da Jet, empresa responsável pela operação das patinetes na capital, o usuário precisa fazer um cadastro, aceitar os termos e conferir orientações básicas antes de iniciar a corrida.

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“Depois que a pessoa acessa o aplicativo, ela já consegue visualizar no mapa onde retirar e estacionar a patinete, sempre sem atrapalhar o fluxo de pedestres e veículos”, explica.

Um dos pontos que mais geram curiosidade é o limite de circulação. As patinetes só podem ser usadas dentro de áreas específicas da cidade. Caso o usuário ultrapasse esse perímetro, o próprio sistema entra em ação. “Quando ele atravessa a área permitida, o aparelho começa a disparar alertas. Se continuar fora do limite, ele é desativado e fica inutilizado”, afirma.

Toda a frota é monitorada por GPS, o que permite acompanhar o uso em tempo real e identificar irregularidades. Segundo a empresa, também é possível acionar o usuário em casos de mau uso. “Todos os nossos veículos são monitorados. Se houver alguma situação inadequada, a gente consegue identificar e atuar para evitar reincidência”, diz Silva.

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Regras e segurança

O uso das patinetes é individual e permitido apenas para maiores de idade. Não é permitido andar em dupla, transportar cargas ou permitir que crianças conduzam o equipamento.

“Não é seguro e não é permitido. O patinete é um veículo elétrico, pensado para uso individual. Isso é uma questão de segurança para quem está usando e para quem está ao redor”, reforça Silva.

A velocidade também é limitada. Embora a regulamentação nacional permita até 32 km/h, os equipamentos utilizados na cidade chegam a no máximo 20 km/h. Na prática, a média de uso é ainda menor, entre 6 e 10 km/h.

Período de adaptação

O início da operação tem sido marcado por um período de adaptação. Situações como mais de uma pessoa no mesmo equipamento e usos indevidos foram registradas nas primeiras semanas.

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Segundo a empresa, esse comportamento é comum no começo da operação em novas cidades. “É um estranhamento positivo. Toda cidade passa por isso no início. Mas, de modo geral, a população faz bom uso. As situações irregulares são pontuais”, afirma.

Desafios da capital

Belo Horizonte ainda impõe desafios específicos para o novo modal, como o relevo acidentado e o trânsito intenso. A proposta, no entanto, é que as patinetes funcionem como complemento ao transporte tradicional, especialmente em trajetos curtos.

“Ele acaba sendo a última milha do deslocamento. A pessoa usa para ir do ponto de ônibus até o trabalho, para um comércio ou faculdade”, explica.

A fiscalização do uso é responsabilidade do poder público, que define as regras locais para circulação. A expectativa é que, com o tempo, o serviço se consolide como alternativa de mobilidade urbana na capital.

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Ana Paula Motta

Produtora e repórter da 98 News. Ana Paula Motta é jornalista multimídia formada pelo Centro Universitário Una, com mais de uma década de experiência. Atua há três anos como jornalista na Federação das Indústrias de Minas Gerais. Tem passagem por áreas como moda, cultura, música e comunicação corporativa.

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