O balanço atualizado do incidente ocorrido durante a “Caminhada pela Liberdade” aponta que nove pessoas continuam internadas em hospitais de Brasília nesta segunda-feira (26/1). Ao todo, 89 manifestantes foram atingidos por um raio no início da tarde de ontem (25/1), na Praça do Cruzeiro, enquanto aguardavam a chegada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Como ocorreu o incidente
De acordo com autoridades, a descarga elétrica atingiu um guindaste instalado pela organização do evento para sustentar uma bandeira do Brasil. A corrente elétrica desceu pela estrutura metálica e se propagou até as grades de contenção, onde a maioria das vítimas estava encostada.
Atendimento médico
Das 89 pessoas atendidas, 47 foram encaminhadas para unidades de saúde. Os feridos foram divididos conforme a especialidade necessária:
Hospital de Base: Recebeu casos de emergências gerais.
Hospital Regional da Asa Norte (HRAN): Referência para o tratamento de queimaduras.
Os quadros clínicos mais comuns incluíram queimaduras e hipotermia devido ao temporal. A Secretaria de Saúde do DF informou que os nove pacientes que seguem hospitalizados não correm risco de morte.
Contexto e pautas do ato
O ato na Praça do Cruzeiro reuniu, no pico, uma média de 18 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP.
Após o socorro às vítimas, Nikolas discursou focando em cobranças políticas:
Senado: Acusou Davi ALCOLUMBRE (UNIÃO-AP) de omissão por não instalar a CPMI do Banco Master.
Justiça: Criticou o ministro Alexandre de Moraes (STF) e defendeu pautas contrárias à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de réus do 8 de Janeiro.
