O pagamento do novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621, começa a ser efetivado aos trabalhadores na folha de janeiro, paga nesta segunda-feira (2/2). O reajuste de 6,79% representa um acréscimo de R$ 103 em relação ao valor anterior e segue a regra de correção que soma a inflação (INPC de 4,18%) ao crescimento real do PIB, limitado pelo arcabouço fiscal a 2,5%.
Segundo o DIEESE, o novo piso nacional impacta diretamente a renda de 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026. Para os cofres públicos, o governo estima um custo adicional de R$ 39,1 bilhões apenas na Previdência Social.
Com a atualização, o valor diário do trabalho passa a ser de R$ 54,04 e o valor hora de R$ 7,37. A mudança altera também a tabela de benefícios e contribuições:
Aposentadorias e Pensões (INSS): O piso sobe para R$ 1.621 (reajuste integral de 6,79%). Para quem recebe acima do mínimo, o reajuste foi de 3,90%, com o teto chegando a R$ 8.475,55.
Seguro-Desemprego: A parcela mínima acompanha o piso (R$ 1.621) e a máxima atinge R$ 2.518,65.
Salário-Família: Fixado em R$ 67,54 por dependente para trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38.
Contribuições (Descontos) Para quem contribui com a Previdência, as alíquotas e valores também mudaram:
MEI e Baixa Renda: A contribuição de 5% passa para R$ 81,05.
Autônomos (Plano Simplificado): 11% sobre o mínimo, totalizando R$ 178,31.
Trabalhadores CLT: As alíquotas são progressivas, variando de 7,5% (para quem ganha até um salário mínimo) a 14% (para a faixa entre R$ 4.354,28 e o teto).
