Mulheres vítimas de violência doméstica poderão contar com um suporte maior no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso porque o Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (5/2) um conjunto de ações voltadas ao acolhimento e acompanhamento especializado, incluindo a oferta de teleatendimento em saúde mental, a ampliação do acesso à reconstrução dentária e iniciativas para aprimorar o registro de casos de feminicídio.
Segundo a pasta, a oferta de reconstrução dentária gratuita para vítimas de agressões físicas será feita por meio do programa Brasil Sorridente. O tratamento inclui procedimentos como próteses, implantes e restaurações.
Para ampliar a capacidade de atendimento, o governo federal pretende usar unidades odontológicas móveis equipadas com scanners e impressoras 3D, que vão auxiliar na produção de próteses e outros dispositivos necessários aos tratamentos.
Outra medida, é o teleatendimento psicológico será disponibilizado inicialmente no Rio de Janeiro e em Recife, com previsão de expansão gradual para municípios com mais de 150 mil habitantes até maio e para todo o país até junho. A iniciativa busca oferecer acolhimento e acompanhamento especializado a mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade psicossocial.
Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também informou que solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da categoria “feminicídio” na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). O intuito é melhorar a identificação e o registro das mortes de mulheres motivadas por violência de gênero , além de contribuir para a elaboração de políticas públicas mais eficazes de prevenção.
