O ministro Bruno Dantas oficializou nesta segunda-feira (31/8) a saída do Tribunal de Contas da União (TCU), após 12 anos na Corte. A decisão abre uma vaga cuja indicação cabe ao Senado Federal e coloca o senador mineiro Rodrigo Pacheco (PSD) entre os principais nomes cotados para ocupar o posto.
Dantas encaminhou a renúncia ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e pediu que a saída tenha efeito a partir de 9 de setembro. Aos 48 anos, ele poderia permanecer no tribunal até os 75, idade da aposentadoria compulsória.
Ao comunicar a decisão, o ministro afirmou que pretende deixar o serviço público para se dedicar a novos projetos e defendeu a renovação nos cargos de comando das instituições.
“Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude”, afirmou.
Dantas também afirmou que pretende atuar em iniciativas de interesse nacional, além de se dedicar à vida acadêmica e ao debate público. Ele integra o TCU desde 2014 e presidiu a Corte entre 2022 e 2024.
Pacheco é cotado para a vaga
Como a cadeira ocupada por Dantas pertence à cota de indicações do Senado, caberá à Casa escolher o nome que será submetido ao processo de aprovação para ocupar o posto. Pacheco é apontado como um dos principais cotados e conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para chegar ao TCU.
Pacheco já havia sido defendido por Alcolumbre para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O senador mineiro, no entanto, não foi o escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos últimos meses, Pacheco também esteve envolvido nas articulações para a eleição ao governo de Minas Gerais. Em maio, o ex-presidente do Senado confirmou que não disputaria o governo mineiro e afirmou que não pretendia rever a decisão. Depois da desistência, chegou a sinalizar a possibilidade de deixar a vida pública.
Caso seja escolhido para o TCU, Pacheco ainda terá de passar pelo rito de aprovação previsto para a indicação antes de assumir a cadeira deixada por Bruno Dantas.