PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Flávio Dino autoriza mineração sob controle indígena em terras demarcadas

Siga no

O ministro do STF Flávio Dino (Rosinei Coutinho/SCO/STF)

Compartilhar matéria

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou a exploração mineral em terras indígenas do povo Cinta Larga — que vivem em territórios de Mato Grosso e Rondônia —, desde que a atividade seja realizada sob controle das próprias comunidades e cumpra exigências ambientais, sociais e legais. A decisão também fixou prazo de dois anos para que o Congresso Nacional regulamente o tema.

A medida foi concedida em decisão cautelar em mandado de injunção apresentado pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga, que apontou omissão do Legislativo na regulamentação do artigo 231 da Constituição, que prevê a participação dos povos indígenas nos resultados da exploração mineral em seus territórios.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na decisão, Dino afirmou que a ausência de uma lei específica desde a promulgação da Constituição, em 1988, contribuiu para a expansão do garimpo ilegal, a atuação de organizações criminosas e o aumento da violência em terras indígenas. Segundo o ministro, a omissão estatal permitiu que a mineração ocorresse de forma clandestina, sem benefícios às comunidades e com danos ambientais significativos.

O magistrado destacou que a autorização concedida pelo Supremo é limitada e condicionada. A exploração mineral poderá ocorrer em até 1% da área total da terra indígena demarcada e dependerá de consulta livre, prévia e informada às comunidades afetadas, conforme previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A decisão também exige licenciamento ambiental, estudos de impacto e planos de recuperação das áreas exploradas. Além disso, assegura a participação integral dos povos indígenas nos resultados econômicos da atividade, com a destinação prioritária dos recursos a ações de proteção territorial, recuperação ambiental e projetos coletivos nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Dino determinou ainda que a aplicação dos recursos será fiscalizada por órgãos federais, como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Ministério Público Federal.

Ao reconhecer formalmente a omissão inconstitucional do Congresso, o ministro estabeleceu que, caso o Legislativo não edite uma lei específica no prazo de dois anos, as regras provisórias fixadas pelo Supremo permanecerão em vigor.

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Fundo do Pré-Sal para dívidas do agro; entenda o projeto aprovado pelo Senado

Fazenda estima impacto de R$ 140 bilhões e ameaça ir ao STF contra renegociação de dívidas rurais

‘Famílias estão sendo destruídas pelo endividamento’, diz Wagner após suspensão de projeto contra bets

Lula anuncia ofensiva contra receptação de celulares roubados e quer usar Correios para devolução dos aparelhos

Lula compara protestos no México às manifestações de 2013 no Brasil e alerta para atuação da extrema direita

Durigan pede que fim da 6×1 avance ‘imediatamente’ em discurso no Conselhão

Últimas notícias

Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz após nova ofensiva dos Estados Unidos

‘Novo Cissé’: Atlético se aproxima de contratação de nova joia africana

Dólar fecha em leve queda com núcleo de CPI dos EUA subindo menos do que o esperado

EUA realizam nova ofensiva contra o Irã pelo segundo dia consecutivo

Clínicas-escola da Una realizam 38 mil atendimentos e ampliam acesso à saúde em Minas

Com três do Flamengo, Ancelotti testa mudanças na escalação para Brasil x Marrocos

Greve da educação é encerrada após 45 dias, e professores voltam às escolas nesta quinta-feira em BH

Fifa pede mudança na camisa do Haiti para a Copa de 2026 por suposta mensagem política

Presidente da FIFA se pronuncia sobre árbitro barrado da Copa: ‘não controlamos tudo’