O Aeroporto Internacional de Confins, que atende Belo Horizonte e a região metropolitana, passa a contar, a partir desta terça-feira (24), com um hotel instalado dentro do próprio terminal de passageiros. O Ruby Hotel é o primeiro empreendimento do tipo em Minas Gerais e foi construído com investimento de cerca de R$ 30 milhões.
A proposta segue uma tendência já observada em grandes hubs internacionais: integrar hospedagem à infraestrutura aeroportuária para facilitar conexões e reduzir o desgaste de quem enfrenta escalas longas, voos em horários alternativos ou imprevistos como atrasos e cancelamentos.
Localizado em uma área próxima à sala VIP Advantage Lounge, operada pelo Grupo ADVT, que também é responsável pelo investimento, o hotel permite que o passageiro saia do quarto e chegue ao portão de embarque em poucos minutos, sem precisar deixar o terminal.
Segundo a CEO do grupo, Rute Woitechen, a proposta vai além da hospedagem tradicional. A ideia é transformar momentos críticos da viagem, como cancelamentos, atrasos ou fechamento do aeroporto, em experiências mais confortáveis e previsíveis para o viajante.
Como é o Ruby Hotel
O Ruby Hotel conta com 45 quartos, entre unidades individuais, acomodações para casais e uma opção adaptada para pessoas com deficiência. O foco está em estadias curtas, com estrutura voltada para funcionalidade: isolamento acústico, climatização e amenidades completas.
Outro diferencial é a oferta de refeições prontas 24 horas por dia, pensada especialmente para passageiros em conexões noturnas ou afetados por fusos horários. Em aeroportos, a limitação de serviços fora do horário comercial costuma ser um desafio, e isso representa justamente uma lacuna que o novo modelo busca preencher.
A operação do Ruby Hotel será própria, e a estratégia, segundo a empresa, é ampliar a atuação na área de hospitalidade aeroportuária, segmento em que já atua por meio das salas VIP. A expansão do conceito para outros aeroportos brasileiros está em avaliação.