A cidade de Curvelo, no centro de Minas Gerais, passa a contar com duas novas estruturas voltadas à educação e qualificação profissional. As unidades do Senac e da Escola SESI foram inauguradas nesta sexta-feira (20/3), com investimento conjunto de cerca de R$ 18 milhões, segundo as entidades responsáveis. O projeto foi realizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).
No Senac, a capacidade de atendimento chega a 612 alunos por dia, distribuídos em três turnos, com matrículas gratuitas. A unidade passa a oferecer cursos voltados às demandas locais, com destaque para o técnico em Enfermagem, já com vagas esgotadas e lista de espera, além de formações nas áreas de Saúde, Gastronomia, Turismo, Hospitalidade e Tecnologia. Entre as novidades, estão trilhas em Inteligência Artificial e TI aplicada à gestão, voltadas à digitalização do comércio. A estrutura inclui laboratório de saúde com simuladores, cozinha didática e laboratório maker.
Já a Escola SESI terá capacidade para atender até 870 alunos no ensino fundamental e médio. A proposta combina ensino tradicional com foco em tecnologia e inovação, com espaços como sala de robótica, laboratório de ciências, ambiente maker e sala multicultural. A unidade também conta com estúdio, biblioteca, áreas de apoio ao aluno e estrutura esportiva, incluindo quadra e campo society.
Com as novas instalações, o Sistema S aposta na formação de estudantes e profissionais alinhados às demandas do mercado local, ampliando vagas e diversificando cursos em áreas estratégicas para o desenvolvimento da cidade.

Reforço na mão-de-obra qualificada
Segundo o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, a falta de profissionais qualificados ainda é um dos principais desafios do setor produtivo no país.
“Todo setor privado brasileiro está passando por um ‘apagão de mão-de-obra’, e é uma discussão que o país tem que ter. O programa social é bom, mas tem que ser temporário, não permanente. Hoje o programa social no Brasil não dialoga com o mercado de trabalho”, afimou Roscoe.
Já o presidente do Sistema Fecomércio MG, Nadim Donato, destacou o papel da qualificação profissional no desenvolvimento das empresas e na geração de oportunidades.
“Uma das nossas obrigações é entregar a pessoa muito mais preparada no mercado. Quanto mais, para ela e para nós, empresários, é excelente. Assim, ela tem capacidade de crescer, aumentar seu salário e, consequentemente, produzir mais. Nosso papel é esse: colocar pessoas capacitadas dentro dos setores que atuamos e, com isso, ganha a pessoa e ganha o empresariado”, analisou.
A expectativa é de aumento na procura por vagas em cursos de qualificação profissional e também no ensino básico com impacto na qualificação da mão de obra.