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Devendo e luxando

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Verão chegou e a moda no Instagram é o “devendo e luxando”. Não importa se “o nome no está no SPC, o auxílio emergencial negado, desempregado, mas tá aí ó, dando o close, porque se tem uma coisa que o liso sabe dar é close”. Eu me divirto assistindo aos reels, mas o fato é que apesar de engraçados, eles revelam uma realidade de maus hábitos financeiros.

Já diziam os antigos: “O uso do cachimbo faz a boca torta”. Nossa vida é uma expressão de nossa massa de costumes. O que você faz quando acorda, de que se alimenta, com o que trabalha, como se diverte? Todas essas coisas estão imersas em inúmeras repetições nas quais pouco paramos para raciocinar.

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Hábitos, sejam bons ou ruins, são confortáveis. Eliminam a necessidade de gasto de energia cerebral em nossa tomada de decisões. Cortam caminhos. E claro que nós adoramos a preguiça e seus atalhos. Esses padrões de comportamento, muitas vezes, surgem fora de nossa consciência. E ficam tão fortes que fazem nossos cérebros optar por eles desprezando, até mesmo, o bom senso. Os hábitos são estruturados em três etapas: 

1) gatilho: estímulo que manda seu cérebro entrar no piloto automático;

2) rotina: ação a ser executada, que pode ser física, mental ou emocional;

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3) recompensa: prêmio que ajuda o cérebro a saber se vale a pena memorizar este loop para o futuro.

Em nosso exemplo o gatilho é o verão. Nosso pensamento de manada nos conduz a observar muitos tirando férias, indo para a praia, postando fotos, vídeos e nos fazendo aquela bela inveja branca. Logo, a rotina, no sentido em que há um enorme anseio de viajar para obter a bela recompensa que é estar de férias em um lugar paradisíaco. 

Até aí tudo bem, mas a questão é que seu cérebro não quer saber se você pode pagar por isso. Ele parece até nos dizer: “Se não puder agora, faça, pague depois”. O que acontece é que um padrão de uma vez por ano no cheque especial ou no rotativo do cartão de crédito, lentamente – conforme os gatilhos e recompensas formem um novo hábito – se torna uma vez por mês, até que todas as suas finanças estejam no vermelho. 

O endividamento por si só não é um problema. Empresas usam dívidas para crescer, você pode se endividar no cartão de crédito mas pagá-lo sempre em dia, sem incorrer em juros. As dívidas mais arriscadas são aquelas relacionadas a manter um padrão de vida que não condiz com sua renda: devendo e luxando.

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Conforme Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-Fecomercio-SP), em dezembro de 2021, 74,5% da população brasileira estava endividada, nível mais alto da história, e mais de 20% estão com contas em atraso. 7% afirmam que não terão condição de pagar suas obrigações. O risco das dívidas fica ainda maior com o retorno das altas taxas de juros, bem como se elevam a dificuldades para se livrar dessa desagradável situação.

Há hábitos negativos e positivos. Nosso cérebro não faz distinção sobre o que é bom ou ruim nas rotinas, ele simplesmente as executa. A boa notícia é que podemos reprogramar e aprimorar nossos costumes. Deve-se identificar os gatilhos ruins e evitá-los, a fim de quebrar as ações que eles desencadeiam. Por outro lado, promover e fomentar os gatilhos que nos conduzem a boas rotinas é uma missão. 

Se você quiser plantar e regar uma boa vida financeira, precisa compreender o conceito de fidelidade. Quem é fiel no pouco será firme no muito. Aqueles que não conseguem se programar para viver com o que recebem, mesmo que passem a ganhar muito mais, serão sérios candidatos a problemas financeiros.

Para começar a investir todos os meses, escolha uma deixa simples como o momento em que recebe seu salário e uma recompensa clara como comprar uma gostosa pizza para comemorar. Defina também uma clara premiação para cada grande meta financeira a ser atingida (mil, dez mil, cem mil, um milhão de reais, etc). Só quando seu cérebro começa a ansiar pelas recompensas é que o hábito se tornará automático.

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Por fim, observe o que faz todos os dias. É isso que dita seu presente e seu futuro: Você fica saudável por causa de seus hábitos, se torna feliz por causa de seus hábitos, e enriquece por causa de seus hábitos. Melhor que estar devendo e luxando, é adquirir liberdade financeira para fazer o que quiser sem dever a nada e a ninguém.

A água escava um canal para si mesma, que vai ficando mais largo e mais profundo; e, após ter deixado de fluir, ela retoma, ao fluir novamente, o caminho antes traçado por ela própria”. William James – The Principles of Psychology

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