O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu manter a taxa de juros na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano. A medida interrompe uma sequência de três reduções consecutivas na política monetária norte-americana e confirma as expectativas de parte dos analistas de mercado.
A decisão ocorre em um cenário de tensão institucional, marcado por recentes pressões do presidente Donald Trump sobre a direção da autarquia. Em comunicado, o Fed justificou a pausa no ciclo de afrouxamento monetário afirmando que a inflação no país “segue um pouco elevada” e que os indicadores econômicos atuais exigem cautela antes de novas movimentações nas taxas.
A manutenção dos juros em patamares considerados altos para a economia americana gera reflexos imediatos no fluxo global de capitais. Com rendimentos atrativos nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, investidores tendem a manter recursos no país, o que fortalece o dólar em comparação a outras divisas.
Para o Brasil, a decisão do Fed impõe desafios adicionais. O fortalecimento da moeda norte-americana pressiona o câmbio e pode dificultar a estratégia do Banco Central brasileiro em reduzir a taxa Selic, visto que a disparidade de juros entre as nações é um fator determinante para a atração ou fuga de investimentos estrangeiros.
