A Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) se posicionou, nesta quinta-feira (3/4), sobre a imposição de 10% em tarifa comercial dos EUA a produtos do Brasil, após o anúncio do ‘tarifaço’ global do presidente Donald Trump.
Durante evento voltado para empresas e profissionais do setor industrial, que ocorreu em Belo Horizonte, o presidente da entidade, Flávio Roscoe, falou que considera o Brasil em vantagem competitiva frente aos demais países.
“Embora o anúncio de tarifas de 10% sobre produtos brasileiros represente uma sinalização de endurecimento nas políticas comerciais americanas, a FIEMG entende que também pode representar uma vantagem competitiva para o Brasil frente aos demais países e, eventualmente, uma oportunidade para a indústria nacional”, explicou.

Veja também
Roscoe destacou ainda que a federação tem confiança na diplomacia comercial e no papel ativo do Brasil em buscar soluções negociadas.
“Na nossa opinião, a negociação bilateral é a melhor solução para evitar retaliações. Acredito que seremos capazes de preservar empregos, investimentos e o equilíbrio da balança comercial, preservando as relações comerciais estratégicas entre os dois países”, disse Roscoe.
Produtos na mira
Segundo dados da FIEMG, os principais setores nacionais e da indústria mineira que devem ser afetados pela medida são siderurgia e metalurgia, aeronáutico, madeira e derivados, etanol, produtos agrícolas e cobre, além do aço, alumínio e setor automotivo, que já são taxados pelo governo americano em 25%.
A exportações de alumínio, por exemplo, inclui o Brasil como 17º colocado entre os principais fornecedores do produto para os EUA.
Ainda de acordo com a federação, a medida pode repercutir negativamente sobre a produção automotiva nacional, especialmente em Minas Gerais, que é um dos principais exportadores de peças e acessórios para veículos para os EUA.