A formalização entre empregadores e trabalhadores por conta própria atingiu o maior patamar da série histórica em 2025. Por sua vez, cerca de 35% desses profissionais possuíam empreendimento registrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), um avanço significativo em comparação aos 24% apurados em 2012, de acordo com os dados da PNAD Contínua do IBGE.
Apesar da evolução recorde, cerca de 65% dos empregadores e autônomos no país continuam atuando na informalidade sem registro fiscal. De acordo com o levantamento oficial, a cobertura de CNPJ entre os trabalhadores por conta própria subiu de 15% para 27,1% no período, impulsionando a média geral de formalização nacional.
A formalização também registrou marca histórica no recorte por nível de escolaridade entre os autônomos. Nesse sentido, pela primeira vez na série do IBGE, mais da metade dos trabalhadores por conta própria com ensino superior completo (50,8%) passou a contar com registro ativo no CNPJ.
Diferenças regionais e desempenho por setor
No grupo de empregadores, a taxa de registro formal avançou de 75,6% em 2012 para 81,1% em 2025. Dessa forma, o panorama nacional expõe disparidades marcantes entre os estados, com a Região Sul liderando a cobertura (46,7%), acompanhada pelo Sudeste e Centro-Oeste (41,6%), enquanto o Norte (15,6%) e o Nordeste (20,1%) registraram os menores índices.
Analisando a atividade econômica, o setor de comércio e reparação de veículos apresentou a maior proporção de CNPJ tanto entre autônomos (36,7%) quanto entre empregadores (88,2%). Além disso, os serviços e a indústria geral mantiveram posições elevadas no ranking de formalização, contrastando com as taxas reduzidas apuradas no setor da agricultura.
O segmento da construção civil destacou-se pelo ritmo de avanço acumulado ao longo da série histórica. Por sua vez, a proporção de autônomos registrados no setor saltou de 3,9% para 14,8%, enquanto a taxa de formalização dos empregadores da construção subiu de 36,4% para 58,2%.
Escolaridade, gênero e dados da série
O nível de instrução provou ser um fator determinante para a adesão ao registro empresarial no país. De acordo com os indicadores do IBGE, a busca pelo CNPJ cresce proporcionalmente aos anos de estudo, consolidando o maior índice de formalização na parcela populacional com diploma universitário.
A divisão por gênero também revelou uma vantagem na formalização das mulheres que lideram negócios ou trabalham por conta própria. Nesse contexto, 36,7% das trabalhadoras ocupadas nestas categorias possuíam CNPJ registrado em 2025, superando o índice de 34,2% verificado entre os homens.
Evolução da cobertura de CNPJ (2012 – 2025)
A trajetória de formalização do mercado de trabalho brasileiro mostra uma tendência constante de expansão na série iniciada em 2012. Dessa forma, o acompanhamento ano a ano reflete o comportamento dos profissionais autônomos e empregadores diante das transformações econômicas.
Os números consolidados do levantamento apontam que o crescimento da formalização entre autônomos foi quase contínuo ao longo da última década. Por fim, o fortalecimento das garantias jurídicas e o acesso a novos mercados continuam impulsionando a transição do trabalho informal para o modelo registrado no país.
Empregadores e trabalhadores por conta própria com CNPJ (%)
Taxa de cobertura alcança recorde da série histórica em 2025
