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Ibovespa ganha fôlego e sustenta 140 mil pontos no encerramento pela 1ª vez; dólar sobe 0,25%

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Bolsa de valores tem alta no dia. (Créditos: Agência Brasil)

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Em dia de agenda esvaziada e de moderado ajuste negativo em Nova York, o Ibovespa conservava o nível de 139 mil pontos pela quarta sessão seguida, em leve baixa na maior parte da sessão.

Em direção ao fechamento, contudo, com Petrobras um pouco mais firme no campo positivo (ON +0,32%, PN +0,41%) e a neutralização das perdas em Vale (ON +0,02%), o índice virou e ganhou algum ímpeto, encerrando o dia pela primeira vez na casa dos 140 mil pontos.

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No fim da sessão desta terça-feira, contribuiu para a virada e ganho de ímpeto do Ibovespa a notícia de que o Morgan Stanley elevou a recomendação para ações brasileiras, de neutra para overweight.

Desde o início da série de renovações de recordes de fechamento, no último dia 13 – uma semana atrás -, o índice da B3 vinha alternando ganhos e perdas em base diária, tendo atingido na segunda-feira, durante a sessão, pela primeira vez a marca de 140 mil pontos.

Na ponta vencedora do Ibovespa, destaque nesta terça para JBS (+4,79%), Marfrig (+4,31%) e Vamos (+4,21%). No lado oposto, Cogna (-7,79%), Yduqs (-5,07%) e Natura (-3,17%). “O mercado manteve movimentações pontuais. As empresas do setor de educação recuam diante de novas pressões sobre o modelo de ensino a distância, e a Marfrig mostrou leve recuperação após quedas recentes ligadas à gripe aviária”, aponta Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

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Dólar

Após dois pregões seguidos de queda, o dólar apresentou leve alta na sessão desta terça-feira, 20. Operadores atribuem o tropeço do real a ajustes de posições, em dia de pouco apetite ao risco e depreciação de divisas emergentes mais ligadas a commodities, apesar de novo afrouxamento monetário na China.

O dólar até chegou a abrir em leve baixa no mercado local, mas trocou de sinal ainda na primeira hora de negócios, passando operar com sinal positivo no restante do pregão. Com máxima a R$ 5,6801 à tarde, a moeda fechou em alta de 0,25%, a R$ 5,6693. No mês, a divisa recua 0,13%. No ano, as perdas são de 8,27%.

Juros

Os juros futuros subiram durante esta terça-feira, 20, em movimento de realização de lucros após o recuo visto ontem em reação a falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas a alta perdeu força no fechamento dos negócios.

O ajuste ao longo do dia foi puxado inicialmente pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e do dólar. Depois, ganhou força com o leilão de NTN-B que teve lotes e risco maiores para o mercado, além de desconforto com a questão fiscal após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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A agenda local e externa sem destaques deu espaço para o mercado embolsar parte dos ganhos recentes. Pela manhã, segundo o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, Luciano Rostagno, a curva local acompanhou o movimento de avanço dos Treasuries, que ainda repercutiam o rebaixamento da nota soberana dos EUA pela Moody’s, com o corte de juros pelo Banco do Povo da China ficando em segundo plano.

À tarde, o ambiente doméstico teve mais peso. “Houve certo incômodo com as declarações do Lula, especialmente na área de habitação”, afirma Rostagno.

Na XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o presidente disse que o governo lançará três novas políticas públicas ainda neste ano e anunciou um programa de crédito para reforma de casas em complemento ao Minha Casa, Minha Vida, cujos recursos virão do Fundo Social.

Ainda que as medidas não sejam novidade, remeteram ao estresse da semana passada, provocado pelas informações de bastidores de que o governo prepara um pacote de medidas na tentativa de melhorar sua popularidade, o que foi negado pela Fazenda.

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Marcelle Fernandes

Jornalista com foco em produção multimídia e passagem pela comunicação de empresas públicas, privadas e agências de comunicação. Atuou também com produção para jornais, revistas, sites, blogs e com marketing digital e gestão de conteúdo.

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