A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) cobrou do governo brasileiro uma resposta rápida e coordenada após os Estados Unidos anunciarem, nesta quinta-feira (23/07), uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A medida foi justificada pelo governo americano por supostas falhas no combate ao trabalho forçado em cadeias produtivas e amplia a pressão sobre as exportações nacionais.
A nova cobrança se soma à sobretaxa de 25% anunciada anteriormente, o que pode elevar para até 37,5% a tarifa incidente sobre parte dos produtos brasileiros destinados ao mercado americano.
Em nota, a FIEMG defende que o governo intensifique as negociações diplomáticas e comerciais com os Estados Unidos para ampliar as exceções às tarifas, reduzir os impactos sobre as exportações e garantir maior previsibilidade para as empresas.
Segundo a coordenadora de Negócios Internacionais da entidade, Verônica Winter, o Brasil precisa agir com rapidez para evitar prejuízos à competitividade da indústria.
“O Brasil precisa agir com firmeza, rapidez e capacidade técnica para evitar que essa nova tarifa comprometa ainda mais a competitividade da indústria nacional. A prioridade deve ser ampliar as exceções, garantir previsibilidade às empresas e construir uma solução negociada que preserve contratos, investimentos e empregos”, afirmou.
Na avaliação da federação, o aumento das tarifas coloca os exportadores brasileiros em desvantagem em relação a concorrentes de países submetidos a alíquotas menores. A entidade também alerta para o risco de perda de contratos, redução da produção, adiamento de investimentos e impactos sobre o emprego.
A FIEMG defende que o governo brasileiro mantenha o diálogo com as autoridades americanas e busque uma solução negociada para preservar o acesso dos produtos brasileiros ao mercado dos Estados Unidos e reduzir os efeitos das novas barreiras comerciais.
