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Mineração, ciência e proteção da fauna na Cordilheira do Espinhaço

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Proteger a fauna também passa por incluir quem vive no território: um exemplo é o Projeto Voarte, parceria entre o Instituto Waita, a Anglo American e a Prefeitura de Dom Joaquim (AngloAmerican/Divulgação)

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No caminho para uma mineração mais responsável, a proteção da fauna deixa de ser obrigação ambiental e passa a ser parte de um novo modelo de desenvolvimento. No sistema Minas-Rio, operado pela Anglo American em Minas Gerais, iniciativas de pesquisa, monitoramento e envolvimento comunitário tentam mostrar que a extração mineral e a conservação da biodiversidade podem coexistir, em um processo que tem pilares como ciência, planejamento e participação social.

A região tem áreas de Mata Atlântica e Cerrado, biomas que concentram espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. Para reduzir impactos, a empresa mantém uma área de aproximadamente 22 mil hectares sob conservação. Neste espaço dez vezes maior do que a área diretamente impactada pelas operações, são desenvolvidas ações como resgate de animais, produção de mudas nativas, recuperação de áreas degradadas e monitoramento de fauna desde 2010.

Na visão da analista Ambiental do Sesi, Daniela Miranda, as ações jogam luz em um passado pouco explorado ao mesmo tempo em que buscam garantir a proteção do amanhã na região.

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“Antes desses estudos e monitoramentos, havia uma lacuna significativa no conhecimento sobre a biodiversidade da nossa região. Com isso, passamos a compreender melhor a fauna local e a desenvolver estratégias mais eficazes de conservação. Como bióloga e moradora da comunidade, participar desses projetos é uma oportunidade de unir ciência e território. Cada dado que coletamos é um gesto de cuidado, uma forma de dar voz à natureza e garantir que ela continue viva para as próximas gerações.”

Desde o início das atividades do Minas-Rio, foram registradas 936 espécies de animais, sendo 25 ameaçadas de extinção. São 346 aves, 52 mamíferos, 56 anfíbios, 44 répteis, 36 peixes e 429 espécies de borboletas. Esse esforço resultou em uma das descobertas mais relevantes para a herpetologia ( ramo da zoologia que estuda anfíbios e répteis) brasileira: uma nova espécie de perereca, Aplastodiscus heterophonicus, descrita em uma revista científica internacional em 2021. 

(Divulgação)

A descoberta envolveu a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a consultoria Sete Soluções, com financiamento da Anglo American. “A descoberta ressalta a importância de projetos no âmbito do licenciamento ambiental em cooperação com instituições de pesquisa, mostrando que estudos de alta qualidade podem vir dessas parcerias. Demonstra também a importância do atendimento aos requisitos legais e às medidas compensatórias por parte dos empreendedores, resultando em descobertas científicas de alto nível e de enorme relevância”, destaca o analista ambiental da Anglo American, Josimar Gomes. 

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Monitoramento, educação e manejo da fauna

As ações de proteção incluem resgate e afugentamento de animais durante supressão vegetal, identificação de ninhos, tocas e áreas sensíveis, além do encaminhamento de espécies para locais seguros. O monitoramento é contínuo e segue metodologias específicas para aves, mamíferos, répteis, anfíbios, peixes e borboletas.

Também há iniciativas de educação ambiental em escolas, visitas técnicas, formação de professores e a Estação Ciência, espaço criado em 2014 com acervo sobre fauna, flora, memória histórica e cultura local.

“Estar à frente do monitoramento de fauna é uma oportunidade única de vivenciar de perto a biodiversidade local. O monitoramento nos permite não apenas registrar espécies, mas compreender a dinâmica dos ecossistemas e identificar caminhos para sua proteção. É a consultoria sendo aplicada como ferramenta de transformação, contribuindo diretamente para o conhecimento científico e para conservação da fauna local”, afirma Rafaela Vale, Coordenadora Técnica da AgroflorEngenharia.

Parcerias que mudam realidades

Proteger a fauna também passa por incluir quem vive no território. Um exemplo é o Projeto Voarte, parceria entre o Instituto Waita, a Anglo American e a Prefeitura de Dom Joaquim. A iniciativa capacitou mulheres em artesanato inspirado na fauna local, unindo educação ambiental, geração de renda e preservação cultural.

A Maria de Fátima da Silva Santos faz parte do grupo Pérola Negra, formado por mulheres que fazem bonecas de pano e conta que a iniciativa trouxe um novo olhar sobre a arte que produz, agora inspirada nessa riqueza natural da região onde mora.

“Através do projeto conhecemos um pouco mais sobre a fauna da nossa região e de alguns animais que correm risco de extinção como a onça-pintada, o mico-leão-dourado, a arara-azul, o tamanduá-bandeira, a ariranha e o peixe-boi marinho. Aprendemos um pouco mais sobre esses animais e a necessidade de ajudar a preservá-los para continuar a termos essa biodiversidade na fauna brasileira”, constata.

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Conheça mais sobre as iniciativas de meio ambiente e preservação da fauna da Anglo American em: https://brasil.angloamerican.com/pt-pt/sustentabilidade/meio-ambiente

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