O Grupo Fictor protocolou nesse domingo (1º/2) um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest. Segundo a companhia, a solicitação tem como objetivo reequilibrar as operações e garantir o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões.
Em comunicado ao mercado, o grupo afirmou que pretende quitar todas as dívidas “sem nenhum deságio” e informou ter solicitado tutela de urgência para a suspensão de execuções e bloqueios judiciais pelo prazo de 180 dias.
A medida, de acordo com a empresa, busca criar um ambiente de negociação estruturada com credores e assegurar a continuidade das atividades.
“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações”, destacou a Fictor em nota.
A empresa atribui a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.
Na ocasião, um consórcio liderado por um dos sócios do grupo havia anunciado uma proposta para adquirir a instituição financeira, mas a operação foi suspensa após a decisão da autoridade monetária.
Segundo a Fictor, o caso teve impacto direto sobre a percepção do mercado em relação ao grupo. “Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, afetando duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, afirmou a companhia.
