Belo Horizonte vai iniciar um plano emergencial para o manejo de uma espécie exótica de planta considerada invasora. O início das ações foi autorizado pelo prefeito Álvaro Damião (União) por meio de um decreto publicado nesta terça-feira no Diário Oficial do Município (DOM).
O alvo dos trabalhos é a espécie Leucaena leucocephala , a leucena. A planta é nativa da América Central. Ela pode trazer sérios problemas ao ecossistema. Segundo especialistas, a árvore inibe a germinação e impede o crescimento de outras espécies ao redor. Na prática, ela sufoca a vegetação nativa.
Em Belo Horizonte, o combate da espécie será feito em conjunto pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente(SMMA) e a Fundação de Parques Municipais e Zoobotanica.
O plano envolve a aplicação de herbicida da linha não agrícola, a erradicação do banco de sementes e controle de plântulas, e a recuperação das áreas degradadas e alteradas.
Essa não é a primeira vez que Belo Horizonte faz o controle de pragas urbanas. Em 2023, a cidade elaborou um plano para conter os besouros metálicos. O inseto é responsável por destruir espécies de árvores.
A capital mineira também mantém ações para conter as moscas-brancas. O inseto foi responsável por matarem os fícus da cidade, principalmente, os localizados na Avenida Bernardo Monteiro. Atualmente, o controle é feito por joaninhas criadas em biofábrica que são soltas pela prefeitura.
