Minas Gerais está entre os estados com aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo boletim do Fiocruz. O estado apresenta nível de alerta ou risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas, cenário que também atinge Belo Horizonte.
O avanço é puxado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que tem elevado as internações, sobretudo entre crianças pequenas.
O que está acontecendo em Minas
O boletim aponta que Minas integra o grupo de estados com crescimento sustentado de SRAG no longo prazo. Além disso, a capital mineira aparece entre as cidades com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, reforçando a pressão sobre o sistema de saúde. O cenário acompanha o avanço do VSR em todo o Sudeste.
Vírus sincicial respiratório é o principal fator
O aumento dos casos está diretamente ligado ao VSR, um vírus altamente contagioso que afeta o trato respiratório. Ele é uma das principais causas de:
- bronquiolite em bebês
- internações em crianças menores de 2 anos
- complicações respiratórias em idosos
A doença pode variar de quadros leves, semelhantes a um resfriado, até casos graves que exigem hospitalização.
Quem corre mais risco
Os dados indicam maior impacto em dois grupos: crianças pequenas, com maior incidência, e idosos, com maior risco de morte. Também estão entre os mais vulneráveis:
- bebês prematuros
- pessoas com doenças crônicas
- imunossuprimidos
Sintomas vão além de um resfriado comum
Os sinais iniciais incluem:
- coriza
- tosse
- febre
- congestão nasal
Nos casos mais graves, podem surgir:
- dificuldade para respirar
- chiado no peito
- coloração arroxeada da pele
- perda de apetite
Influenza A também avança em Minas
Além do VSR, o boletim indica crescimento de casos associados à influenza A em Minas e em outros estados do Centro-Sul, ampliando o cenário de atenção. Já os casos graves de Covid-19 seguem em baixa no país.
Como o vírus é transmitido
A transmissão ocorre principalmente por:
- gotículas respiratórias (tosse, espirro)
- contato direto com pessoas infectadas
- superfícies contaminadas
O contágio é facilitado em ambientes fechados e com aglomeração.
Não há tratamento específico
Segundo o Ministério da Saúde, não existe medicamento específico contra o VSR. O tratamento é de suporte e pode incluir:
- hidratação
- controle da febre
- lavagem nasal
- internação com oxigênio, em casos graves
Vacinação é principal estratégia de proteção
O SUS oferece vacina para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, com o objetivo de proteger o bebê nos primeiros meses de vida. Além disso, bebês de maior risco podem receber anticorpos específicos para prevenção de formas graves da doença.
O que fazer?
Especialistas recomendam:
- manter vacinação em dia
- evitar contato com pessoas doentes
- higienizar mãos com frequência
- manter ambientes ventilados
- procurar atendimento em caso de sintomas respiratórios
O que isso significa para BH e Minas?
Minas está em alerta?
Sim. O estado apresenta tendência de crescimento de SRAG.
Belo Horizonte está incluída?
Sim. A capital aparece entre as cidades com nível de risco.
Qual o principal problema hoje?
O avanço do vírus sincicial respiratório.
Quem deve redobrar atenção?
Crianças pequenas e idosos.
