Resumo
Governo de Minas quer reconhecer o “mineirês” como patrimônio cultural;
Estudo vai analisar sotaques e expressões típicas do estado;
O Governo de Minas anunciou nessa terça-feira (5/5) que vai iniciar o processo de estudo para reconhecer o “mineirês” como patrimônio cultural imaterial do estado. O anúncio foi feito pelo governador Mateus Simões durante a abertura do Congresso Mineiro de Municípios, realizado no Expominas, em Belo Horizonte.
A proposta prevê o envio de um despacho ao Iepha-MG, responsável por conduzir estudos técnicos, pesquisas e escutas sobre os diferentes modos de falar presentes em Minas Gerais.
Estudo vai analisar sotaques e expressões regionais
Segundo o governo, o levantamento deve considerar a diversidade linguística do estado e evitar estereótipos ou caricaturas sobre o jeito de falar mineiro.
A análise incluirá:
- expressões populares
- sotaques regionais
- causos e formas de tratamento
- modos de acolhimento e conversa
- presença do “mineirês” na cultura e no cotidiano
O estudo também deve observar diferenças entre regiões como Norte de Minas, Jequitinhonha, Zona da Mata, Triângulo Mineiro e Sul de Minas.
Processo pode transformar o “mineirês” em patrimônio oficial
Após a elaboração do dossiê técnico, o material será encaminhado ao Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), responsável por decidir sobre o reconhecimento oficial. Caso aprovado, o “mineirês” passará a integrar o Registro de Bem Cultural de Natureza Imaterial de Minas Gerais.
Governo cita combate ao preconceito linguístico
Durante o anúncio, Mateus Simões afirmou que o jeito de falar dos mineiros faz parte da identidade cultural do estado. “Valorizar o mineirês é valorizar a história, as tradições e a criatividade do povo mineiro”, afirmou o governador.
O secretário de Cultura e Turismo de Minas, Leônidas Oliveira, também afirmou que a iniciativa busca reconhecer o valor cultural da linguagem e combater preconceitos linguísticos.
