PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Justiça absolve ex-gestores da Saúde de MG por suposto furo na fila da vacina contra a Covid

Siga no

O processo foi movido pelo Ministério Público de Minas Gerais, que apontava suposta irregularidade na forma como foi organizado o calendário de vacinação ( Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

A Justiça de Minas Gerais absolveu o ex-secretário de Estado de Saúde e ex-gestores da área que eram acusados de furar a fila da vacinação contra a Covid-19. Segundo a ação, essas falhas teriam permitido que algumas pessoas furassem a fila no início da campanha de imunização. O processo foi movido pelo Ministério Público de Minas Gerais, que apontava suposta irregularidade na forma como foi organizado o calendário de vacinação de servidores ligados à Secretaria de Estado de Saúde.

De acordo com o Ministério Público, profissionais que atuavam no gabinete e em diferentes assessorias da secretaria, como as áreas de Comunicação, Jurídica, Estratégica, Auditoria do SUS e Parcerias em Saúde, teriam sido vacinados fora da ordem prevista. O órgão também argumentou que Minas Gerais não teria criado um plano próprio para a campanha de vacinação, ao contrário de outros estados.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ao analisar o caso, o juiz afastou os questionamentos iniciais apresentados pelas defesas e passou a avaliar o conteúdo da ação. Após essa análise, concluiu que não ficou comprovada a prática de irregularidade capaz de caracterizar improbidade administrativa.

A decisão levou em conta mudanças feitas na Lei de Improbidade Administrativa em 2021. Com as novas regras, passou a ser necessário provar que houve intenção clara de cometer uma ilegalidade e que a conduta se enquadra de forma específica no que a lei prevê. Segundo o juiz, não é mais suficiente apontar apenas uma violação genérica a princípios da administração pública.

Para a Justiça, mesmo que tenham ocorrido falhas ou decisões questionáveis durante a vacinação, isso aconteceu em um momento de grande incerteza, no auge da pandemia. Nesse contexto, não ficou demonstrado que os ex-gestores agiram de forma intencional para cometer irregularidades.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O magistrado também citou entendimento do Supremo Tribunal Federal que determina a aplicação das regras mais favoráveis da nova lei a processos ainda em andamento, desde que não haja decisão definitiva anterior.

Com isso, o pedido do Ministério Público foi negado e o processo foi encerrado. Não houve condenação ao pagamento de custas ou honorários, e o caso será arquivado após o fim do prazo para recursos.

Compartilhar matéria

Siga no

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Minas Gerais

Motorista fica preso às ferragens em acidente entre carro e ônibus em Juiz de Fora

Por que placas estão viradas para cima em avenidas de Belo Horizonte? Saiba os motivos

Mais de 100 cidades de Minas ficam abaixo da meta de alfabetização na idade certa

Hospital João XXIII terá reforma de R$ 67 milhões em BH; obras começam em 2026

Minas vira polo de vacinas com novo centro de RNA em Belo Horizonte

PRF inicia Operação Semana Santa com foco no combate a ultrapassagens proibidas em Minas Gerais

Últimas notícias

Goleada sobre a Chape ‘impulsiona’ venda de ingressos para Atlético x Athletico-PR; veja parcial

Nasa divulga primeiras imagens da Terra durante a missão Artemis II

Bastidores: o discurso de Artur Jorge antes de sua estreia pelo Cruzeiro

Queda de avião de pequeno porte atinge casa e deixa piloto morto no litoral do RS

Helicóptero faz pouso forçado no mar da Praia da Barra, no Rio de Janeiro

Homem se afoga na Lagoa da Pampulha e é resgatado pelos bombeiros

Feriado de Semana Santa deve movimentar 145 mil pessoas na rodoviária de BH, apesar de queda no fluxo

Após sofrer goleada do Atlético, Chapecoense anuncia demissão do técnico Gilmar Dal Pozzo

Cadelinha vira ‘segurança’ de Jesus e rouba a cena em teatro da Paixão de Cristo