O governo de Minas Gerais anunciou medidas para reduzir a sobrecarga nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) durante a alta dos casos respiratórios, com foco em teleorientação e agendamento direto de consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A estratégia foi detalhada nesta segunda-feira (23/3) pelo governador Mateus Simões e pelo secretário de Saúde, Fábio Baccheretti.
70% dos atendimentos não são urgentes
Segundo Baccheretti, a maioria dos atendimentos nas UPAs envolve casos de baixa complexidade. “70% do atendimento de UPA é verde e azul. Verde é pouco urgente, azul é não urgente”, afirmou.
De acordo com o secretário, esses casos poderiam ser resolvidos na atenção básica, o que ajudaria a reduzir filas e melhorar o atendimento de urgência.
Teleorientação será porta de entrada
Como alternativa, o governo pretende usar o aplicativo MGApp como porta inicial de atendimento. Nesse modelo, o paciente será atendido remotamente e orientado de acordo com os sintomas.
“O cidadão vai poder entrar no MGApp e pedir uma teleorientação”, disse Simões.
Consulta já sai agendada
Caso haja necessidade de atendimento presencial, o sistema deve encaminhar o paciente diretamente para a UBS, já com consulta marcada. “Ele vai sair de casa com consulta marcada na UBS, ao invés de enfrentar fila”, afirmou o governador.
A proposta busca reorganizar o fluxo do sistema de saúde e evitar deslocamentos desnecessários.
UBS no centro do atendimento
Além da teleorientação, o governo também pretende implementar agendas protegidas nas unidades básicas, garantindo atendimento para pacientes encaminhados.
A medida tenta recuperar a confiança da população nas UBS e diminuir a procura direta por UPAs em casos não urgentes.
