O IBGE divulgou, na última segunda-feira (30/3), uma série de atualizações relacionadas às estruturas territoriais do Brasil. Entre elas, estão a inclusão de 12 novos distritos municipais em 2026, sendo que a metade deles está em Minas Gerais. Com isso, o país passa a ter 10.700 distritos.
Gabriel Bias Fortes, chefe da Seção de Base Territorial da Superintendência do IBGE em Minas Gerais, explicou o que acontece quando uma área passa a ser um novo distrito:
“São refinos territoriais. Temos que entender que passamos de uma época que era tudo no papel e estamos no digital. A cada segundo temos melhorias tecnológicas que fornecem ao IBGE o melhor insumo”, afirmou. “O que temos é um refinamento cartográfico que torna possível a melhoria na representação dos limites”.
No estado, foram criados seis distritos: Bom Jesus da Vista Alegre, em Capitão Andrade; Goiabas, em Carmésia; Nova Aurora de Minas, em Rio Pardo de Minas; Lapinha da Serra, em Santana do Riacho; e Aldeamento e Santaninha, em Santa Rita do Itueto.
A criação de distritos altera limites administrativos e pode impactar a organização de serviços públicos, distribuição de verbas, a coleta de dados oficiais, etc. A definição é feita com base em leis municipais e atualização territorial do IBGE. Para que isso seja feito em Minas, o espaço precisa cumprir alguns critérios, como o especialista do IBGE descreveu. Entre eles, destaca-se uma infraestrutura mínima. Além disso, ele reforça como, na prática, a criação dos distritos pode variar em impacto, dependendo de cada município.
