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Rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, completa 11 anos

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Foto: Romerito Pontes from São Carlos/Wikimedia Commons

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Em 5 de novembro de 2015, pouco após as 16h, a Barragem do Fundão se rompeu em Mariana, deixando 19 mortos e tornando-se o maior desastre ambiental do Brasil. A tragédia de Mariana, que home completa 11 anos, ficou marcada para além das fatalidades, deixando um rastro de destruição e causando impactos ambientais que reverberam até hoje.

A barragem de Fundão, operada pela Samarco, fazia parte da Mina Germano e era utilizada para armazenar rejeitos da extração de minério de ferro. Na ocasião do rompimento, a estrutura passava por um processo de alteamento (elevação do aterro de contenção), pois o reservatório já se aproximava do limite. Cerca de 50 minutos antes do rompimento, a empresa havia identificado um vazamento e enviado funcionários para o local, na tentativa de solucionar o problema, sem sucesso.

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Os municípios mais atingidos pela lama foram Bento Rodrigues, que foi praticamente destruído pela enxurrada de rejeitos, além de Paracatu de Baixo e Vale do Rio Gualaxo. Os mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos se estenderam pela bacia do Rio Doce, que abastece 230 municípios, e quase 10 dias depois do desastre, chegou ao oceano no litoral do Espírito Santo.

Prejuízos econômicos e ambientais

A quantidade de rejeitos de mineração (de ferro e sílica) despejados no meio-ambiente contaminou águas e solo, além de causar a morte em massa de peixes e microorganismos. Houve desabastecimento de água em várias regiões, impacto direto na pesca, no turismo, em atividades rurais, agropecuárias e muito mais. Ao todo, estima-se que mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas de alguma maneira.

Pelos prejuízos econômicos e ambientais causados, a Vale e a Samarco foram multadas em mais de R$ 1.8 bilhão no total, até o final de 2025.

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Mais de uma década após o desastre, coletivos de atingidos, além de familiares de vítimas, seguem na luta por reparação.

O Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) realiza, entre os dias 4 e 6 de novembro, a Jornada dos Atingidos e Atingidas da Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais. Com o lema “Povo em luta por soberania, reparação e direitos!”, a jornada promove atividades como entrega de mudas nativas, atos em homenagem às vítimas e solenidade realizada na Câmara Municipal de BH.

Especial | Tragédia de Mariana

Mariana em números

Os números que ajudam a dimensionar o desastre da barragem de Fundão, em 5 de novembro de 2015.

19
Mortes registradas
O rompimento deixou 19 mortos.
62 milhões
Metros cúbicos de rejeitos
Volume despejado com o rompimento da barragem.
230
Municípios na bacia do Rio Doce
Território que abrange Minas Gerais e Espírito Santo.
250 km
Extensão da pluma de rejeitos
Distância percorrida ao norte da foz do Rio Doce em janeiro de 2016.
R$ 100 mi
Reparação da infraestrutura
Estimativa da Prefeitura de Mariana para reparar os danos no município.
R$ 1.8 bi
Multas
Valor total de multas aplicadas à Samarco e à Vale até 2025.
Uma tragédia que ultrapassou fronteiras. Os rejeitos atingiram comunidades, rios e ecossistemas de Minas Gerais e do Espírito Santo, chegando ao Oceano Atlântico.
Fonte: artigo “Rompimento de barragem em Mariana”, Wikipedia. Dados históricos referentes aos acontecimentos de 2015 e 2016.

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Débora Elisa

Produtora na Rede 98 desde janeiro de 2026. Antes, repórter multimídia e colunista em O TEMPO, com experiência em coberturas esportivas e de variedades. Apresento o 'Tudo Menos Futebol', programa semanal de esportes olímpicos da casa.

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