A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) alcançou um marco inédito ao ser reconhecida como a instituição de ensino superior de maior impacto em sustentabilidade da América do Sul.
O resultado foi divulgado nessa terça-feira (23/6) pelo ranking THE Sustainability Impact Ratings 2026, da organização britânica Times Higher Education (THE), que avalia o desempenho das universidades em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Além de liderar entre as universidades sul-americanas, a UFMG também aparece como a segunda instituição de maior impacto em toda a América Latina e Caribe. No cenário mundial, a universidade avançou para a faixa entre as posições 201 e 300, entre 1.603 instituições avaliadas.
O avanço da federal mineira tem sido constante. Em sua estreia no ranking, em 2024, a UFMG figurava entre as posições 401 e 600, com nota 75,4. Em 2025, subiu para a faixa 301-400, alcançando 77 pontos. Agora, em 2026, atingiu 78,4 pontos e consolidou sua posição entre as instituições mais bem avaliadas do planeta em sustentabilidade.
Destaque em energia limpa e inovação
A avaliação considera ações desenvolvidas pelas universidades em todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A UFMG apresentou desempenho acima da mediana global em todos eles.
Os melhores resultados foram registrados nos indicadores de Energia Limpa e Acessível (ODS 7), em que a universidade ocupa a 74ª posição mundial, e Indústria, Inovação e Infraestrutura (ODS 9), na qual aparece em 86º lugar.
A instituição também se destacou nos objetivos relacionados à Água Potável e Saneamento (ODS 6), Trabalho Decente e Crescimento Econômico (ODS 8), Ação Contra a Mudança Global do Clima (ODS 13) e Paz, Justiça e Instituições Eficazes (ODS 16), todos posicionados na faixa entre os 100 e 200 melhores desempenhos do mundo.
No Brasil, a UFMG lidera em oito dos 17 ODS avaliados pelo ranking.
Reitor celebra conquista inédita
Para o reitor da UFMG, Alessandro Fernandes Moreira, o reconhecimento reforça o compromisso da universidade com a Agenda 2030 da ONU.
“A notícia de que a nossa Universidade tem liderado a América do Sul nos esforços de implementar a Agenda 2030 da ONU traz renovado orgulho e muita confiança à comunidade universitária. Estamos seguindo um caminho virtuoso”, afirmou.
O diretor do Escritório de Governança e Dados Institucionais da universidade, Dawisson Belém Lopes, destacou o caráter histórico da conquista.
“Esta é a primeira ocasião em que a Universidade Federal de Minas Gerais ocupa o topo da tabela no continente sul-americano”, afirmou.
Projeto Oásis é referência nacional
Um dos principais fatores para o desempenho da UFMG no ranking é o Projeto Oásis, iniciativa criada para ampliar a eficiência energética do campus Pampulha e reduzir a dependência de fontes externas de energia.
O sistema funciona como uma minirrede integrada à rede da Cemig e reúne usinas fotovoltaicas, microturbinas a gás natural e bancos de baterias para armazenamento de energia. Atualmente, os Centros de Atividades Didáticas (CADs) do campus já são autossuficientes em energia e ainda geram excedentes que abastecem outras unidades.
A universidade também utiliza a estrutura como laboratório para pesquisas e desenvolvimento de tecnologias voltadas à transição energética e à sustentabilidade.
Reconhecimento internacional
Segundo a UFMG, a classificação reflete décadas de investimentos em projetos de pesquisa, extensão e gestão ambiental voltados à promoção do desenvolvimento sustentável.
Com o resultado de 2026, a instituição alcança pela primeira vez o topo do ranking sul-americano e reforça sua presença entre as universidades de referência mundial na agenda de sustentabilidade e impacto social.
